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Nos últimos 5 anos, a área de recursos humanos de grandes empresas tem passado por uma grande transformação. O investimento em tecnologia cresceu de olho na melhor relação com os colaboradores, seja para produzir mais e melhor, reter talentos ou disseminar a cultura corporativa, dentro e fora da empresa.

Ao ajudar as companhias mais tradicionais nessa transição, as chamadas HRtechs, startups focadas em soluções para recursos humanos, ganham cada vez mais espaço no ecossistema de inovação. Segundo a Abstartups, o Brasil tem atualmente pouco mais de 500 HRtechs. É o 7º segmento com mais companhias no país.

A catarinense Feedz é uma delas. A companhia traz como proposta apoiar a gestão de pessoas com serviços voltados a aumentar o engajamento e o desempenho dos colaboradores nas empresas. Ou seja, criar ambientes de trabalho mais felizes por meio de uma gestão mais humana e eficiente. Sua plataforma dispõe de 12 módulos, incluindo termômetro de humor, mural das celebrações, gestão de metas e objetivos (OKRs) e avaliação de desempenho.

Fundada em 2018 pelos amigos e empresários Bruno Soares e Gabriel Leite, a HRtech ganhou vida impulsionada pela percepção de ambos sobre o abismo de comunicação existente entre gestores e colaboradores nas empresas que trabalhavam. “No fim das contas, o grande problema de gestão de pessoas está na comunicação, na troca”, diz Bruno. Aliás, o nome Feedz vem de feedback. 

Além de um bootstrap de R$ 50 mil, os empresários se apoiaram em suas habilidades para fazer a empreitada dar certo: Bruno, com sua expertise em tecnologia e negócios, e Gabriel com seus conhecimentos em marketing e publicidade. Bruno inclusive foi responsável por desenvolver a plataforma. Sendo assim, o que gastariam com a tecnologia, investiram em divulgação, em se mostrar ao mercado. 

Bruno Soares, presidente e um dos fundadores da Feedz

Investimento anjo e a pandemia

No segundo ano de operação, o negócio começou a prosperar. Em fevereiro de 2019 levantaram R$ 200 mil em um investimento anjo liderado pela Organica, uma venture builder formada por ex-sócios da Netshoes e mentores da Endeavor. Um smart money que ajudou na expansão da equipe e a guiá-los no melhor caminho para crescer.

Após 6 meses da captação, obtiveram mais R$ 500 mil de outros investidores anjo (cujos nomes Bruno prefere não revelar). Segundo ele, a maior parte da grana foi investida em comercial e marketing (mídia paga, patrocínio em eventos, etc). 

Mais clientes surgindo, faturamento crescendo e então, veio a pandemia. “Nos primeiros meses de isolamento social e paralisação no mercado tivemos que demitir 6 pessoas, dar descontos e renegociar para reter os clientes”, lembra Bruno. Mas não demorou muito para tudo voltar aos eixos. Isso porque a pandemia praticamente obrigou os gestores de RH a buscarem inovações para uma nova realidade de trabalho, à distância. Assim, as vendas do software voltaram a crescer e a startup fechou 2020 com faturamento de R$ 2,5 milhões.

Projeções animadoras

Atualmente a Feedz conta com uma base de mais de 750 clientes, a maioria de empresas de tecnologia, comunicação e varejo, como Tok&Stok, Lacoste e a Rock Content. Por semana, são mais de 100 mil colaboradores de empresas usando a plataforma da HRtech. 

Com projeção de fechar o ano com faturamento de R$ 9 milhões, para 2022 a expectativa é de dobrar o valor, além de alcançar 200 mil colaboradores usando a plataforma. A Feedz também pretende oferecer mais recursos para os usuários, transformando a solução em um ‘one stop shop’. 

E uma rodada seed para captar mais recursos? Não, não está nos planos da startup. “A Feedz é a prova de que o que usamos para nossos clientes funciona. Comemos a nossa própria comida e somos orgulhosos em não depender de um fundo de venture capital para o nosso crescimento”, finaliza Bruno.

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