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Ao longo de 2019, muito se falou sobre a Quibi, a startup de streaming de vídeo criada por Jeff Katzenberg e liderada por Meg Whitman. As expectativas para o lançamento eram elevadíssimas por conta da proposta de criar uma plataforma pensada para dispositivos móveis em que os vídeos se ajustam à orientação da tela.

Katzenberg levantou US$ 1,75 bilhão para financiar sua iniciativa, ancorado em sua trajetória e credibilidade. O voto de confiança veio num momento de acirrada disputa no mercado de vídeo, com estúdios, produtores de conteúdo e marcas buscando opções para se encaixar nesse mercado.

Tudo parecia fazer sentido. Exceto o produto em si. A principal funcionalidade do Quibi era mais isso mesmo, uma funcionalidade, não um diferencial matador. Uma solução buscando um problema.

Empresas em estágio inicial, que dão os primeiros passos na criação de um produto e de uma marca, passam por isso o tempo todo. Os fundadores acham que o produto deve ser um, e o que o mercado quer é outra coisa diferente. O negócio então pivota e consegue andar. Passado algum tempo, aquela ideia original até volta à mesa. E geralmente como uma funcionalidade do produto que encontrou aceitação inicial.

A Quibi nasceu grande, prometendo muito, o que fez com que ela ficasse sem espaço para ajustar seu modelo de negócios. Some-se a isso o contexto da pandemia, em que as pessoas foram forçadas a ficar em casa e reduziram o consumo de mídia em celulares

Não fossem as incertezas do atual momento, talvez houvesse mais disposição dos investidores de financiar a empreitada. Ver onde isso podia dar. Mas certamente não ia muito longe não.

No fim, a Quibi, que ficou no ar cerca de seis meses apenas, vai entrar para a história como um “fail fast” bem carinho – e em algum momento algum serviço de streaming vai incorporar a função de girar a tela, seja por desenvolvimento próprio ou comprando/licenciando alguma tecnologia desenvolvida pela equipe de Katzenberg.

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