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Artigo: Marcar posição é caminho sem volta na era da responsabilidade social

Por Redação, em 18 de agosto de 2021

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*Flávia Mello é investidora e mentora de empresas fundadas por mulheres que desenvolvem soluções para equidade de gênero, entre elas: SafeSpace, Oya, HerMoney, Feel e The Feminist Tea

 

No caso recente envolvendo o DJ Ivis, flagrado em um vídeo agredindo violentamente com socos e chutes a ex-esposa Pamella Holanda, vimos a grande repercussão na mídia sobre o fato de que as plataformas de streaming Spotify e Deezer haviam tirado do ar, de forma quase instantânea, as playlists do artista. Também foi divulgada nota da gravadora Sony Music anunciando o rompimento do contrato com o artista, em que afirmava “não tolerar esse tipo de comportamento e acreditar em um ambiente seguro e inclusivo para todos”.

Precisamos entender o valor e a importância de marcas se posicionarem de forma contundente extrapolando os posts de oportunidade em redes sociais que são feitos nas datas comemorativas. As organizações precisam assumir seu papel social, contribuindo de forma efetiva para um mundo mais justo, equilibrado e sustentável. Não dá para levar a sério uma empresa que tem como estratégia de marketing distribuir cupons de desconto para suas consumidoras como ‘presente’ no Dia Internacional da Mulher, mas não se posiciona com clareza diante de questões como feminicídio e assédio sexual.

Essa, ao meu ver, é uma estrada sem volta e as empresas que não seguirem nessa trilha correm o risco de perder competitividade pelo caminho. Vale lembrar, também, que para driblar os obstáculos e se manter no rumo certo, é fundamental que sejam lideradas por profissionais alinhados com essa cultura, bem preparados e capazes de planejar, executar e difundir práticas que tornem o ambiente de trabalho mais amigável, inclusive respeitando a diversidade na distribuição de cargos desde o topo até a base da pirâmide organizacional.

Uma pesquisa realizada pela TM20 Branding e pela Brazil Panels em novembro de 2020, que ouviu 1.800 consumidores em São Paulo e no Rio de Janeiro, queria saber a importância de uma marca ser sustentável, atribuindo notas de 0 a 10. A imensa maioria dos entrevistados respondeu que era extremamente importante – 55,5% da amostragem atribuiu nota 10 a essa questão. O que prova que os consumidores, cada vez mais, querem marcas com propósito.

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