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Bom dia,

O penúltimo mês do ano começa com a cara do que foi o ano: com altas doses de tensão e expectativa. Eleição nos EUA, lockdown na Europa, desencontros e tropeços na política brasileira. Enfim, sem novidades. O mercado também se manteve aquecido como sempre, ou seja, sem novidades.

Na verdade tiveram algumas interessantes como a Wine desistindo de seu IPO, a Locaweb fazendo uma oferta de R$ 180 milhões pela Vindi, os balanços das big techs (com ótimos resultados, como sempre), carne vegetal ganhando atenção no Brasil, mais bancos digitais, André Maciel deixando a SoftBank para seguir carreira solo, compra do Grupo Zap pela OLX concluída e muito mais.

Ah, e não se esqueça: às 18h vai rolar a conversa com o Eduardo Fuentes, do Distrito e com o Renato Ramalho, da KPTL, para falar sobre o mercado de venture capital no Brasil em 2020 e em diante. Não perca!

Nos vemos mais tarde e boa semana!

Gustavo Brigatto
Fundador e Editor-Chefe


Hoje sim… hoje não

A Wine desistiu de fazer seu IPO citando “a atual conjuntura adversa do mercado”. A companhia tinha definido a faixa indicativa de sua listagem entre R$ 8,50 e R$ 10,50 no começo de outubro, e podia levantar mais de R$ 1 bilhão.

Tá, mas e daí?

O mar não tá pra peixe, mas também não dá pra colocar só na conta do vírus/pandemia tudo que não acontece de acordo com os planos. A Ant Financial vai fazer o maior IPO da história nesta semana. o Airbnb escolheu a Nasdaq pra fazer sua listagem, que deve vir até o fim do ano. E o concorrente da Wine, a Evino, segue na caminhada. Méliuz e Enjoei também mantêm seus planos. A expectativa é que comecem a negociar suas ações na próxima semana (dia 9).


Crise pra quem mesmo?

Tá, mas e daí?

Precisa dizer mais alguma coisa?

 


Rodadas de investimento

  • A Avenue recebeu sua segunda rodada de investimento, de R$ 35 milhões. O Aporte foi liderado pela Igah (gestora criada pela união da e.bricks com Joá Investimentos) e contou com a participação dos atuais sócios (Roberto Lee, Jorge Paulo Lemann, Patrick O´Grady, Carlos Ambrósio, entre outros). A companhia foi avaliada em R$ 510 milhões. O plano da Avenue tem duas frentes: reforçar sua operação no Brasil – com a aprovação da compra da corretora de câmbio Bexs, da corretora de valores Coin e a nomeação de Carlos Ambrósio para gerir a operação local – e ampliar a oferta de operações para brasileiros fora do país.
  • A Ribbon Experiences, de gestão de eventos on-line criada pelo brasileiro Matteo Carroll e o tcheco Vojta Drmota (que se conheceram na graduação em Harvard) no meio da pandemia, levantou uma rodada de US$ 1,2 milhão que contou com a participação da FJ Labs, ONEVC e FundersClub. A companhia já tinha levantado US$ 125 mil com a Y Combinator.
  • A fintech de pagamentos Transfeera, de Joinville (SC), recebeu um aporte de R$ 3 milhões liderado pela gestora paranaense Goodz Capital que contou com a participação da Bossa Nova Investimentos, Curitiba Angels e Honey Island (que já tinha feito um aporte na companhia em 2016). A companhia quer fechar o ano com receita de R$ 4 milhões, o dobro de 2019.
  • A govtech Gove levantou uma rodada de R$ 8 milhões com a Astella. Com os recursos a empresa quer aumentar sua equipe de vendas para multiplicar por dez a base de municípios que usam seu sistema de gestão de gastos. Hoje, com 20 funcionários, a Gove atende atualmente 31 prefeituras.
  • Beto Sirotsky – filho do ex-presidente do grupo RBS, Nelson Sirotsky – montou a Boutique Pool (ou só BPool) e levantou US$ 5 milhões para desenvolver o marketplace que liga anunciantes a prestadores de serviços da área de comunicação.
  • A gestora carioca Fuse Capital fez um aporte de R$ 3 milhões na Pink, que desenvolve uma plataforma de comunicação interna e externa para empresas.
  • A Conductor, de tecnologia para meios de pagamentos, recebeu uma rodada de US$ 150 milhões liderada pela Viking Global Investors que contou com a participação da Sunley House Capital – uma afiliada da gestora de private equity Advent International. A companhia é controlada pela Riverwood Capital e tem como acionista a Visa. A Conductor está em processo de expansão na América Latina e mira uma abertura de capital nos EUA.
  • A startup mineira de telefonia IP e comunicação para empresas Nvoip levantou uma rodada de R$ 3 milhões liderada pela rede de anjos BR Angels (que faz cheques de até R$ 1,5 milhão). O aporte contou com a participação também da Cedro Capital e da Bossa Nova (que já tinha aportado R$ 100 mil na companhia em uma rodada pre-seed em agosto de 2019). Com a rodada a Nvoip pretende aumentar o quadro de funcionários para 100 pessoas até o fim de 2021 reforçando principalmente o atendimento a clientes. Atualmente a companhia tem 45 pessoas e pretende fechar o ano com 75. No começo do ano ela tinha 13 pessoas. A companhia também quer ampliar sua atuação para as empresas de maior porte, indo além da atuação com pequenas e médias.
  • Nascida no início do ano, a Yby recebeu um aporte de R$ 400 mil da aceleradora e incubadora de martechs Circle (que ficou com metade da companhia. O objetivo da Yby é chegar a uma receita de R$ 12,5 milhões nos próximos 12 meses.
  • A Flapper abriu uma captação de R$ 2,5 milhões via equity crowdfunding pela SMU. A ideia é usar 60% do total para contratações e expansão e os 40% restantes em marketing e capital de giro. O valuation pre-money é de R$ 40 milhões. A companhia criada em 2017 já levantou R$ 5, milhões de investidores como a ACE e o fundo Aerotec, da gestora mineira Confrapar.
  • Em sua segunda rodada em 2020, a indiana InVideo levantou mais US$ 15 milhões para financiar sua ambição de se tornar uma competidora da Adobe no mundo da edição de vídeo. E o Brasil e a América Latina são partes importantes dessa estratégia. “A competição não é muito grande na região. É um mercado promissor. Mais do que os EUA”, diz Sanket Shah, fundador da companhia, ao Startups. Segundo ele, parte dos recursos da rodada será usada para traduzir o site e os modelos disponíveis para o português e para o espanhol e montar uma estrutura de atendimento aos usuários nos dois idiomas. Os esforços estão sendo comandados por Andre Wendler. A rodada de série A foi liderada pela Sequoia Capital na India e contou com a participação da Tiger Global, Hummingbird, RTP Global e da brasileira Base Partners.
  • A brasileira Minerva Foods fez um aporte de US$ 4 milhões na americana Clara Foods, foodtech que desenvolve proteínas alternativas. É o primeiro investimento do fundo de US$ 30 milhões criado pelo grupo para investir em startups (e um sinal do crescente interesse pelas alternativas à proteína animal).
  • A healthtech Cuidas, focada em atenção primária para funcionários de empresas, recebeu uma rodada de R$ 17 milhões liderada pela KasZek (que já era investidora da companhia) e pela Península (o family office do Abílio Diniz). Jorge Paulo Lemann também participou. A Canary, que tinha colocado dinheiro na companhia em 2018 não acompanhou.

Aquisições

  • Em sua terceira aquisição em 18 meses, a Petlove, de Marcio Waldman, levou a DogHero. A operação foi um exit da Monashees para uma outra empresa de seu portfólio. O valor da operação não foi revelado.
  • A Time for Fun (T4F) comprou a INTI, plataforma de venda de ingressos do portfólio da ACE.
  • A Locaweb fez uma proposta de R$ 180 milhões para comprar 100% da Vindi. É a terceira operação da companhia depois do IPO em fevereiro (as outras duas compras foram a Social Miner e a Etus). O negócio, no entanto, pode envolver apenas 79,33% das ações já que um dos acionistas da companhia ainda não manifestou seu aceite à proposta. O prazo par manifestação é até dia 5 de dezembro.
  • A Via Varejo comprou a i9XP, de tecnologia para o varejo. O valor da operação não foi revelado.
  • A Stone aumentou, pela segunda vez, sua proposta pela Linx – chegando a algo perto de R$ 6,4 bilhões. O valor adicional a ser pago na parcela em dinheiro da oferta (R$ 89,5 milhões) é bem próximo dos R$ 112,5 milhões da multa que seria devida pela Linx à Stone caso seus acionistas não aprovassem o acordo. Na semana passada a B3 determinou que a previsão fosse retirada da oferta, medida que a Stone
  • A startup de contabilidade Rupee comprou a WiseIT BPM & Contact Center por R$ 3,5 milhões.

Novos fundos

  • A Capital Labs, gestora criada em Londres pelos brasileiros Paulo Mattos e Luigi Cosenza, está levantando seu primeiro fundo, de US$ 100 milhões. O objetivo é investir em empresas brasileiras, latino-americanas, europeias e israelenses que desenvolvam tecnologias de ponta.
  • A Vox Capital, que se se foca em investimento de impacto, está levantando seu terceiro fundo. A meta é ousada: R$ 500 milhões. A expectativa é ter um primeiro fechamento, com metade desse total, no primeiro trimestre de 2021.
  • André Maciel está deixando a SoftBank para tocar sua própria gestora, a Volpe Capital, voltada e empresas que estão em early stage (série A). A ideia é assinar cheques na casa de US$ 5 milhões. Antes de se juntar à SoftBank, Maciel tinha montado a 30 Knots, que tinha objetivo de investir US$ 200 milhões em companhias em estágio de série B. A 30 Knots foi absorvida pela SoftBank para dar origem ao seu fundo de US$ 5 bilhões para a América Latina. Maciel se manterá como sócio do fundo. “Quero montar uma casa de apoio ao empreendedorismo no futuro, um plataform team com uns 10 especialistas em cada vertical. De desenvolvimento até gestão. Modelo da Hillhouse na China”, disse ele ao Startups. O Startups apurou que a SoftBank não vai contratar uma pessoa par o lugar dele.
  • O ex-SP Ventures Thiago Lobão de Almeida montou a Catarina Capital, uma gestora que tem como objetivo fazer investimentos em venture capital e também atuar nos mercados de ações e imobiliário.

Decolagem autorizada

  • A compra do Grupo Zap pela OLX foi concluída. Com isso, desde o dia 30 e outubro, o site (que é uma joint ventura entre a sueca Adevinta e a Prosus) passou a atuar no segmento imobiliário. As duas companhias vão dividir os R$ 2,9 bilhões a serem pagos pelo negócio.

E por falar em Prosus…


Quem quer trabalhar no Tik Tok?

 


Safra para todos

  • O banco Safra, tradicionalmente voltado à alta renda, lançou seu próprio banco digital, o AgZero. Além do apelo do custo zero, o AgZero traz de largada empréstimos e crédito consignado. O Safra já tinha uma opção digital de investimento, o Safra Digital, que ganhará em breve uma opção de conta digital. O AgZero também vai adicionar investimentos em algum momento.

Casa Stark

  • O Stark Bank recebeu autorização do Banco Central para operar como uma Sociedade de Crédito Direto (SCD). Com o status, o banco digital para empresas pretende oferecer empréstimos, investimentos e câmbio em parceria com outras instituições financeiras a partir de 2021. Com clientes como Loft, Rappi, Buser, Kovi, Rebel e Colgate, o Stark Bank é investido da Y Combinator, Iporanga e Foundation Capital. Desde o início da pandemia vem crescendo 30% ao mês e a expectativa é fechar 2020 com R$ 2 bilhões transacionados.

Piloto do PIX

  • Para ver se está tudo bem com o PIX, o Banco Central liberou as instituições cadastradas a fazer um piloto em sua base a partir de hoje. A amostra deverá conter entre 1% e 5% dos cadastrados no sistema de pagamentos, que sejam representativos do perfil geral da instituição. O percentual de usuários poderá ser ampliado gradativamente a partir do dia 9, chegando à liberação total no dia 16. Das 762 empresas e instituições que pediram para se habilitar no PIX no meio do ano, 221 não tiveram seu registro aprovado ou desistiram da adesão no momento, segundo o Banco Central. O sistema de cadastro permanente no PIX estará aberto a partir de 1º de dezembro.

Carne vegetal


Cozinha terceirizada

  • Com o nome de Kitchen Central, a CloudKitchens, do fundador e ex-executivo do Uber, Travis Kalanick, está em expansão no Brasil. A companhia tem uma unidade no bairro da Lapa, zona Oeste de São Paulo, e prepara mais uma na Mooca (zona Leste). A capital paulista ainda tem projetos em andamento na região central e nos bairros do Brooklin, Santo Amaro e Morumbi (zona Sul), além de uma estrutura em São Bernardo do Campo, no ABC. Rio e Belo Horizonte também estão nos planos de expansão, apurou o NeoFeed.

Ao Cubo

  • Bid, Cubo e a Darwin apresentaram o programa “Bid ao Cubo”, que vai apoiar startups de impacto. O projeto começa selecionando 10 companhias das regiões Norte e Nordeste. As inscrições podem ser feitas pelo site http://bidaocubo.darwinstartups.com.

Faltou da semana passada

  • A SafeSpace recebeu um aporte liderado pela Maya Capital que contou com a participação de nomes como Ariel Lambrecht, fundador da 99, Ann Williams, COO da Creditas, Mariana Dias, CEO da Gupy, e Luciana Caletti, fundadora do Love Mondays.

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