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Bom dia,

O ano de 2021 foi recorde para os investimentos em startups no Brasil. Nas minhas contas, foram US$ 9,75 bilhões, tomando como base os números do Distrito de novembro, somados aos negócios compilados aqui no CODEX ao longo de dezembro.

Existe uma inércia que vai fazer os números ficarem, na pior das hipóteses, bem próximos aos do ano passado mesmo com todo o cenário de incertezas para 2022. Os fundos estão com muito dry powder e as rodadas milionárias do ano anterior preparam o caminho para as rodadas milionárias do ano seguinte.   

E elas estão vindo. Esta semana teremos pelo menos 2 anúncios. Voltem aqui para conferir! =P  

E só para lembrar quem não viu na sexta-feira: We now speak english!

Boa leitura e boa semana.

Gustavo, Angelica, Fabiana e Gabriela


Semana de 3 a 9 de Janeiro

RODADAS DE INVESTIMENTO

  • A bud, plataforma de gestão OKR (Objetivos e Resultados-Chave) para empresas, levantou R$ 1 milhão com a conclusão de sua rodada pré-seed liderada pela Bossanova Investimentos. Segundo a empresa, os recursos serão usados para o desenvolvimento do produto, marketing e vendas, com uma atenção especial para o Brasil e a Europa.
  • A Abstra, ferramenta sem código (no-code) para empresas criarem aplicativos internos sem precisar contratar desenvolvedores, levantou um seed de US$ 2,3 milhões. O investimento foi liderado pelo SoftBank por meio de seu novo braço de atuação em early stage, e contou com a participação dos fundos Iporanga e Alexia.vc. Com o caixa reforçado, a startup vai expandir os times de produto, vendas, marketing e operações.
  • A Ocean Drop, startup catarinense especializada no mercado de nutrição personalizada, recebeu R$ 4 milhões do Neuron Ventures, fundo de investimento da Eurofarma. Segundo a companhia, o aporte será usado para ampliar o acesso dos suplementos aos consumidores. Já falamos sobre o crescente interesse nesse mercado de vitaminas aqui no Startups.

FUSÕES E AQUISIÇÕES

  • A DeÔnibus, marketplace de venda de passagens de ônibus, comprou a Fretamais, marketplace de fretamento de vans, micro-ônibus e ônibus. Com a aquisição, a 1ª da companhia, a DeÔnibus espera multiplicar por 10 o volume de vendas feitas, chegando a R$ 1 bilhão em 5 anos.
  • A Porto Seguro anunciou que comprou 10% de participação na Plugify, startup que oferece aluguel de equipamentos eletrônicos e gestão integrada de TI para empresas. O objetivo é atender o mercado corporativo, em especial pequenas e médias empresas, ampliando as oportunidades da companhia na oferta de seguros para equipamentos locados junto aos clientes e serviços de conveniência, como help desk.
  • Nascida com a proposta de combater a concentração no mercado financeiro, a XP segue em sua estratégia de consolidar o mercado. Poucos dias após adquirir uma participação minoritária no grupo Suno, a corretora de investimentos anunciou na sexta (7) a compra de 100% do Banco Modal. A transação será paga com até 19,5 milhões de novas ações Classe A ou BDRs da XP, um prêmio de 35% sobre o preço médio dos últimos 30 dias do Banco Modal na bolsa.
  • Com um investimento de R$ 25 milhões, a Infracommerce adquiriu a Tevec, empresa especializada em algoritmos de machine learning. Com a compra, a Infracommerce, que opera como um ecossistema de customer experience as a service, espera fortalecer a automação de análise para tomada de decisões.
  • O Nubank concluiu a compra da fintech Olivia. “Com a aquisição, o Nubank incorpora a plataforma e os serviços da startup, além de capacidades estratégicas em ciência de dados e um time altamente especializado”, informou a companhia em comunicado. Por enquanto, nada muda na relação entre a Olivia e outras instituições financeiras, como XP e BV, que usam os serviços da Olivia.   

NOVO FUNDO

  • A gestora argentina Alaya Capital levantou seu 3º fundo, de US$ 100 milhões. A ideia é fazer cheques entre US$ 1 milhão e US$ 5 milhões e montar um portfólio de aproximadamente 25 empresas em um prazo de 3 a 5 anos. O foco prioritário de investimento será na Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru. Mas também há espaço para colocar grana em regiões menos tradicionais, como o Caribe.  

A CONDENAÇÃO DE ELIZABETH HOLMES

  • A fundadora Theranos, Elizabeth Holmes foi condenada por fraude. Ela, que durante anos foi considerada um prodígio, uma gênia, uma revolucionária, caiu em desgraça por não entregar aquilo que prometeu. A saga da Theranos é emblemática do que existe de mais tóxico na indústria de venture capital: os egos inflados e a prática de olhar para o outro lado. Talvez o caso da companhia tenha tido mais repercussão porque estava ligado à área de saúde, que tem órgãos de controle mais rígidos e pode ter impacto na vida (e na morte) de pessoas. Mas quantos negócios, todos os dias, dão todos os sinais de que tá tudo errado, e ainda assim, vão adiante? Investidores doidos por retornos acima dos pares, fundadores e fundadoras que querem aparecer e, claro, a mídia que quer contar histórias bacanas. Cada um tem uma parcela de culpa nisso. E as lições não são aprendidas na velocidade ideal. Agora é esperar o próximo santo com pé de barro a ruir,        

CARTÃO MÉLIUZ

  • O Méliuz fechou um acordo com a Mastercard para oferecer o cartão de crédito e da conta Méliuz com a bandeira para os seus usuários. Será um dos primeiros cartões  da América Latina e do mundo a vir sem tarja magnética, reduzindo fraudes e custo na emissão do cartão. “O novo cartão Méliuz será platinum e digital first, contará com a tecnologia de pagamento por aproximação, não terá anuidade, será livre de burocracia e contará com cashback e criptoback”, disse o Méliuz em comunicado. Em menos de 2 meses do anúncio do lançamento do cartão – que representa o fim da parceria com o banco Pan – a lista de espera para o novo cartão de crédito Méliuz superou os 500 mil inscritos. A companhia não deu um prazo para começar a emissão dos cartões.

FUTEBOL E CRIPTO

  • A corretora de criptomoedas mexicana Bitso fechou um contrato de patrocínio ao time paulista São Paulo Futebol Clube por 3 anos. Além de expor a marca nas mangas da camisa de jogo e nas costas das camisetas de treino, a startup também vai dar nome a uma arquibancada no estádio do Morumbi com capacidade para 18 mil pessoas. Também é esperado que nos próximos 6 meses os torcedores possam comprar ingressos para os jogos e também consumir serviços dentro do estádio do Morumbi usando criptomoedas. De acordo com a Bitso, outros patrocínios na área de esportes serão feitos no país nos próximos meses. Mas só o SPFC será patrocinado no futebol. A especulação é que o contrato seja de R$ 40 milhões.  

NO MORE UBER EATS

  • A guerra dos serviços de delivery fez mais uma vítima. Depois de o espanhol Glovo ter capitulado, o Uber anunciou que o seu serviço de entrega de comida de restaurantes, o Uber Eats, encerrará as operações no Brasil. Deixando as refeições de lado, o Uber continuará entregando produtos de mercado e conveniência, com o supermercado online Cornershop. O Uber Eats chegou no Brasil em 2016 e opera em outros 45 países. Não há informação sobre o fim das operações em outros locais. E está rolando uma lista com os nomes de profissionais do time de vendas da companhia que estão disponíveis para contratação.

VAI DE ROXINHO

  • O UBS BB, joint venture entre o banco suíço UBS e o Banco do Brasil (BB), está acompanhando de perto as ações do Nubank e recomenda a compra e preço-alvo de US$ 12,50. A instituição prevê que a base de clientes do roxinho chegue a 100 milhões em 2026, sendo cerca de 80 milhões apenas no Brasil, e que a receita por cliente quadruplique para US$ 16 nos próximos 4 anos, chegando a um lucro de US$ 4,5 bilhões. Outras casas também fizeram projeções otimistas sobre o futuro do roxinho.

A MAÇÃ ESTÁ CARA

  • A Apple fez história ao se tornar a 1ª empresa do mundo a atingir US$ 3 trilhões em valor de mercado. A conquista veio no dia 3 de janeiro, quando as ações da gigante de tecnologia chegaram a US$ 182,88. O crescimento nos últimos anos foi acelerado – a empresa chegou ao primeiro trilhão em 2018 e, em agosto de 2020 já havia dobrado de tamanho. Responsável pelo salto de valuation da companhia (10x desde que assumiu o posto), Tim Cook vale SÓ, US$ 1,5 bilhão, o que levantou o questionamento nas redes sociais: vale a pena ser empregado e construir valor para o patrão?

ADEUS, BLACKBERRY

  • Lembra do BlackBerry? Os celulares de teclado Qwerty pararam de funcionar na semana passada – curiosamente, na mesma semana em que a Apple mostrou que não vai parar de crescer tão cedo. O desligamento faz parte de um programa de desativação de “fim de vida”, anunciado em 2020. O impacto será maior nos produtos com sistema BlackBerry OS. Em seu site, a empresa disse que modelos com Android, como o BlackBerry KEY2, não seriam afetados pela mudança.

ALUGA-SE IPHONE

  • A Allugator quer popularizar o acesso ao iPhone. A startup oferece uma plataforma de assinatura de eletrônicos, com a qual os usuários podem alugar o famoso celular por planos mensais de aproximadamente R$ 200.  Criada em 2016, a startup soma 5 mil assinantes e tem mais de 400 mil pessoas na fila de espera para alugar um iPhone. Para atender à demanda, a companhia levantou R$ 42 milhões do banco Sapiensbank para comprar novos aparelhos. A operação não tem equity envolvido. Trata-se de um Asset Backed Funding, semelhante ao modelo de captação que a Allugator já faz por meio do seu braço financeiro, a Allugator Invest.  

VAGA NA QED

  • A gestora QED, que investe em companhias como Nubank, Creditas, Bitso, Kavak, QuintoAndar e Loft, está em busca de um/uma Principle para o Brasil. “A América Latina tem sido uma parte principal da nossa estratégia de investimento por mais de 6 anos e agora nós temais mais de 30 empresas no portfólio da região”, diz a gestora em um post no LinkedIn. Interessados/interessadas podem mandar e-mail para qedcarrers@qedinvestors.com.   

DANÇA DAS CADEIRAS

  • Thaís Trapp é a nova diretora de marketing da Zoox, startup de big data e analytics. A executiva tem passagens pela Brasscom (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação); BExpert, hoje parte do grupo Accenture; Qintess. Na Zoox, a missão é liderar a estratégia de reposicionamento para fomentar novas oportunidades de negócios e o novo portfólio da empresa, além de apoiar os planos de expansão global.
  • A fintech BlockBR anunciou Gustavo Caetano, fundador da plataforma EAD Samba Tech, como novo membro do conselho. Ele chega para apoiar o crescimento da startup, a partir do desenvolvimento de novas oportunidades de negócio e estreitamento do relacionamento da startup com o mercado. Além da BlockBR, Gustavo também faz parte do conselho consultivo da C&A, UAUBox e ITEMM.
  • O Nubank anunciou Guilherme Glezer para o cargo de vice-presidente global criativo e de marketing da empresa. Guilherme é brasileiro e irá trabalhar diretamente de Miami respondendo ao chief marketing officer (CMO) da companhia, Arturo Nuñez.
  • A Nestlé Brasil anunciou a contratação de Denis Chamas para a posição de gerente de inovação e novos modelos de negócios. Na função, o executivo terá como desafio a aceleração de projetos atuais e desenvolvimento de novas oportunidades dentro do ecossistema de inovação da companhia. Seu objetivo é inovar e levar ao mercado novos modelos de negócio que proporcionem a geração de impacto e valor.

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