
*Por Rony Szuster, Head de Research do MB | Mercado Bitcoin
Todo início de ano traz o mesmo convite: rever planos, ajustar metas e repensar a forma como cuidamos do nosso dinheiro. Em 2026, esse exercício passa, cada vez mais, pelo entendimento dos ativos digitais. Não por acaso: cerca de 25 milhões de brasileiros já investem em criptomoedas, segundo o Datafolha. Esse número reflete uma mudança estrutural no mercado financeiro, com os criptoativos deixando de ser nicho e passando a integrar carteiras diversificadas, inclusive com recomendação de grandes instituições globais.
Ainda assim, é natural que quem está começando tenha dúvidas. O mercado cripto carrega conceitos próprios, volatilidade e uma dinâmica diferente dos investimentos tradicionais. Por isso, compartilho aqui alguns pontos essenciais para quem quer dar os primeiros passos com mais segurança e clareza.
- Começar pelo básico faz toda a diferença
Antes de pensar em rentabilidade, é fundamental entender o que são, de fato, as criptomoedas. Elas funcionam como uma forma de dinheiro digital, permitindo transferências de valor sem intermediários, como bancos ou empresas de remessa. Ao contrário das moedas emitidas por bancos centrais, os criptoativos são descentralizados e operam em redes de blockchain, um sistema de registro distribuído que garante segurança, transparência e rastreabilidade às transações.
O Bitcoin, a criptomoeda mais conhecida e com mais de 16 anos de história, é um bom exemplo de como essa tecnologia amadureceu ao longo do tempo. Na última década, uma carteira que alocou apenas 5% em Bitcoin apresentou um retorno 33% superior em relação a uma carteira sem o ativo. Além dele, há outras criptos relevantes, como Ethereum e Solana, com finalidades distintas, e as stablecoins, que são atreladas a moedas fiduciárias e oferecem menor volatilidade.
- Como pensar a alocação em cripto na carteira
Hoje, grandes gestoras globais, como a BlackRock, já indicam que até 5% da carteira pode ser alocada em Bitcoin como forma de aumentar o potencial de retorno e, paradoxalmente, reduzir a volatilidade do portfólio no longo prazo.
Na minha visão, a entrada em criptoativos deve ser feita com planejamento. Definir objetivos financeiros e entender o próprio perfil de risco são passos indispensáveis. Para quem está começando, uma estratégia mais conservadora costuma fazer sentido: priorizar ativos digitais mais consolidados, com maior liquidez e histórico consistente. Isso permite aprender na prática, com mais tranquilidade, à medida que o investimento evolui.
- Segurança e plataforma são parte do investimento
Um erro comum é dedicar muito tempo à escolha da criptomoeda e pouco à escolha da plataforma. A infraestrutura onde o investimento é feito é tão importante quanto o ativo em si. Segurança, boas práticas operacionais, transparência e alinhamento à nova regulamentação de ativos virtuais, que entra em vigor em 2026, devem pesar nessa decisão.
No MB | Mercado Bitcoin, por exemplo, acumulamos 13 anos de atuação, contamos com auditoria independente e atendemos mais de 4 milhões de clientes, o que reforça a robustez da operação. Além disso, iniciativas que reduzem barreiras de entrada também ajudam quem está começando: hoje, ao criar a conta na nossa plataforma, o cliente tem taxa zero para transações ilimitadas nas primeiras 48 horas após a abertura da conta, justamente para facilitar o primeiro aporte e incentivar o aprendizado inicial.
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- Olhar para o médio e longo prazo é essencial
Por fim, é importante alinhar expectativa e horizonte de investimento. Criptoativos — especialmente o Bitcoin — são voláteis no curto prazo. Em 2022, por exemplo, o Bitcoin chegou a cair mais de 70%. Pouco tempo depois, multiplicou seu valor por cinco.
No dia a dia, altas e quedas fazem parte. É justamente nos períodos de turbulência que o retorno de longo prazo começa a ser construído, desde que o investidor consiga manter a estratégia e não agir por impulso. Aportes periódicos ajudam a diluir o preço médio ao longo do tempo e reduzem a necessidade de decisões baseadas em movimentos pontuais do mercado.
Mais do que tentar prever o próximo movimento, investir em cripto em 2026 exige informação, disciplina e visão de longo prazo. Com esses pilares, os ativos digitais deixam de ser uma aposta e passam a ser uma parte estratégica da carteira.