
Estou aqui em Estocolmo para acompanhar a abertura do Tech Arena 2026 e a atmosfera na Strawberry Arena é um choque de realidade para quem ainda acredita em “crescimento a qualquer custo”.
O tema deste ano, “New Era, Next Mindset”, é um convite direto para fundadores e times de Growth repensarem a base da execução. A Suécia tem uma característica fascinante: por terem um mercado doméstico limitado de apenas 10 milhões de habitantes, as startups já nascem com o chip “born global”. Eles não têm tempo para o amadorismo; ou o produto é tecnicamente impecável e resolve uma dor real, ou ele não atravessa a fronteira.
Aqui estão os meus principais comentários sobre o que promete dominar as discussões nos próximos dias, com o viés de quem vive a trincheira de Growth Marketing para Startups:
1. A maturidade da Deeptech Europeia
A conversa aqui subiu de patamar. O foco não é o próximo app de consumo, mas a Deeptech e a reinvenção industrial. Para um time de Growth, isso muda o jogo: o diferencial não está apenas no “truque” de marketing, mas em como a IA se torna uma utilidade crítica que dobra a eficiência operacional e resolve problemas complexos de infraestrutura. O valor migrou do software supérfluo para o hardware complexo e a inteligência soberana.
2. O fim da desculpa do “não tenho recursos”
Se tem algo que o ecossistema sueco respira é a eficiência. Com IA generativa e ferramentas no-code atingindo a maturidade total em 2026, a execução de Growth não depende mais de um exército de pessoas. O gargalo não é mais o “fazer” — montar landing pages ou automatizar réguas de e-mail agora leva horas, não semanas. O desafio real passou a ser a clareza estratégica e a coragem de decidir o que vale ser feito, deixando de lado as métricas de vaidade.
3. Mentalidade de Elite e Execução
Um dos momentos mais aguardados é quando o ícone Zlatan Ibrahimović subirá ao palco. Ele não vem para falar de futebol, mas de como a “mentalidade de elite”, o talento e a disciplina psicológica são os pilares para liderar negócios em indústrias competitivas. Para quem trabalha com Growth, o recado é claro: menos experimentação vazia e mais resiliência para iterar o produto até que ele se torne uma infraestrutura indispensável e soberana para o cliente.
O que fica de lição enquanto o evento começa?
A Suécia nos mostra que ser “enxuto” não é sobre limitação, é sobre ser potente. O Growth de 2026 é técnico, soberano e focado em resolver crises reais com tecnologias profundas.
É hora de parar de trabalhar como se tivéssemos apenas dois braços e começar a usar a IA como a alavanca de execução que ela realmente é.