Agibank | Foto: Divulgação
Agibank | Foto: Divulgação

Um dia após sua estreia na NYSE, o Agibank viu suas ações caírem mais de 8% nesta quarta-feira (11).  Os papéis abriram a US$ 11, abaixo do preço de precificação de US$ 12 por ação, o que colocou o valuation da fintech em US$ 1,76 bilhão.

No IPO, o banco digital captou cerca de US$ 276 milhões, com a oferta de 20 milhões de ações ordinárias Classe A, além de uma opção de 30 dias para que os coordenadores adquiram até 3 milhões de papéis adicionais.

A estreia ocorreu após ajustes relevantes na oferta, em meio à queda recente de outras fintechs brasileiras listadas em bolsa e ao choque mais amplo no setor de software. Diante desse cenário adverso, o Agibank reestruturou os termos do IPO, reduzindo tanto o tamanho quanto o preço da oferta. A oferta-base foi cortada de 43 milhões para 20 milhões de ações, enquanto a faixa indicativa de preço caiu de US$ 15-18 para US$ 12-13 por papel.

O desempenho recente do PicPay também pesou sobre o apetite dos investidores. A empresa, a primeira brasileira a abrir capital em quatro anos, estreou na Nasdaq em 29 de janeiro, com ações precificadas a US$ 19. Os papéis chegaram a subir cerca de 2,6% na abertura, para US$ 19,50, mas depois acumularam queda de até 20% em relação ao preço do IPO nos dias seguintes.

Enquanto o PicPay teve a gestora Bycicle como investidor âncora, o Agibank chegou ao mercado sem esse tipo de suporte na abertura de capital. A oferta foi coordenada por Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citi, com participação de BTG Pactual, Itaú BBA, Bradesco BBI, Santander, Société Générale e XP.

Segundo o prospecto, os recursos captados serão destinados principalmente à expansão da carteira de crédito e a possíveis aquisições de empresas de tecnologia.