Elon Musk\xAI (Imagem: Thrive Studios ID/Shuttertock)
Elon Musk\xAI (Imagem: Thrive Studios ID/Shuttertock)

Cerca de nove engenheiros, incluindo dois cofundadores, anunciaram publicamente sua saída da xAI na última semana. O movimento acabou aumentando a pressão e os questionamentos sobre a estabilidade da empresa de inteligência artificial de Elon Musk, sobretudo pela saída de parte da equipe fundadora.

Entre os que deixaram a empresa estão Yuhuai (Tony) Wu, cofundador e líder de raciocínio, e Jimmy Ba, também cofundador e responsável por pesquisa e segurança. As saídas incluem ainda profissionais das áreas de infraestrutura, aprendizado de máquina e projetos multimodais, como o Grok Imagine. Até a publicação desta matéria, não houve pronunciamento público de Elon Musk ou da própria xAI.

Alguns dos funcionários anunciaram a saída em publicações na rede social X, indicando a intenção de iniciar novos projetos – em alguns casos, ao lado de ex-colegas – e mencionando a busca por equipes menores e maior velocidade no desenvolvimento de tecnologias de ponta.

O tema rapidamente ganhou tração e passou a alimentar especulações. Usuários questionam se haveria “algum problema na xAI” por trás da sequência de desligamentos e perguntam por que “todo mundo está abandonando a empresa de repente”. Outros ironizam a situação, sugerindo que os engenheiros estariam apenas trocando um projeto por outro semelhante – “é como trocar café por expresso”, escreveu um internauta, em tom de brincadeira.

As saídas ocorrem em um momento turbulento para a empresa, que se prepara para um IPO previsto para o fim do ano, após ser incorporada legalmente pela SpaceX. A xAI também enfrenta investigação regulatória após a criação e a disseminação de deepfakes explícitos pelo Grok na plataforma X (antigo Twitter).

Nas últimas semanas, vieram à tona casos de imagens manipuladas geradas pelo Grok que retratavam mulheres em cenas de cunho sexual, sem o consentimento das envolvidas.

Também surgiram denúncias de conteúdos envolvendo menores de idade, o que elevou a gravidade do episódio e levou autoridades a investigar possíveis violações de leis de proteção à infância e de combate à divulgação não autorizada de material íntimo. A ampla circulação dessas montagens na plataforma X reacendeu o debate sobre os limites da IA generativa, os desafios de moderação e a responsabilidade das empresas no controle de ferramentas capazes de produzir conteúdo sexual com alto grau de realismo.