Inovação nos negócios
Inovação nos negócios (Foto: Canva)

Após mais de três décadas de atuação, a BRQ Digital Solutions inicia uma nova fase. Nesta segunda-feira (2), a empresa de tecnologia e transformação digital anunciou um rebranding que atualiza identidade visual, discurso e posicionamento estratégico, com foco em evidenciar sua atuação na resolução de desafios tecnológicos complexos e na geração de valor para grandes empresas.

Segundo a companhia, a mudança reflete um momento de maturidade e reforça a ideia de construir soluções a partir do entendimento profundo de cada negócio. O novo conceito, sintetizado na expressão “Building what matters”, passa a orientar a atuação da BRQ no desenvolvimento de produtos digitais, na modernização de operações e na adoção estratégica de inteligência artificial.

De acordo com Carolina Kia, CRO da BRQ, o rebranding não representa uma ruptura, mas uma evolução natural da empresa. “O movimento traduz a forma como passamos a comunicar isso com mais clareza: engenharia precisa, aplicada a problemas complexos, para gerar progresso de forma consistente”, afirma.

A nova marca também sinaliza uma preocupação maior com foco e objetividade. A BRQ passa a adotar um tom mais direto, tanto na comunicação quanto na organização e apresentação do portfólio de serviços. A proposta é reduzir discursos genéricos e destacar o impacto prático das entregas para os clientes.

“Nosso objetivo é ser mais claros, diretos e relevantes. Menos discurso genérico, mais foco no que fazemos e no impacto disso para quem está do outro lado”, diz Carolina. Para a executiva, a simplicidade na comunicação reflete domínio técnico e responsabilidade nas decisões tomadas ao longo dos projetos.

Essa lógica também se traduz na forma como a empresa se posiciona diante de desafios complexos. A BRQ reforça que não trabalha com soluções padronizadas, apostando na combinação entre engenharia, design e experiência prática para responder às necessidades específicas de cada cliente.

IA no centro

A atuação da BRQ em inteligência artificial se organiza em duas frentes complementares. A primeira é apoiar empresas que desejam sair da fase experimental e escalar projetos de IA generativa, cobrindo desde a definição de casos de uso até aspectos de dados, governança e segurança.

A segunda envolve o uso da IA como aceleradora das entregas já realizadas pela companhia, inclusive em projetos que não têm a tecnologia como foco principal. “Nossos times aplicam IA para ganhar produtividade, elevar a qualidade e reforçar a segurança em frentes como modernização, dados e produtos digitais”, explica a executiva.

Esse movimento é impulsionado pelo Fusion, plataforma de IA generativa da BRQ, que apoia o dia a dia das equipes com automações e agentes inteligentes. Com o aporte de R$ 100 milhões recebido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no ano passado, a empresa acelerou essa agenda e ampliou o uso estruturado da tecnologia.

“Para 2026, seguimos usando inteligência artificial com responsabilidade para acelerar entregas, dar escala ao que funciona e ampliar o impacto do que construímos com os nossos clientes”, completa Kia.

Ecossistema ativo

O novo posicionamento da BRQ também está diretamente ligado à fusão com a weme, anunciada há cerca de seis meses. A startup, especializada em design, estratégia e desenvolvimento de produtos digitais, passou a integrar o portfólio da companhia, ampliando sua atuação para soluções de ponta a ponta.

Na época, as empresas destacaram que o movimento tinha como objetivo fortalecer a presença no mercado global de serviços digitais. Com a integração, a BRQ passou a combinar tecnologia, estratégia e design para entregar soluções mais hiperpersonalizadas, com apoio de GenAI e dados.

Mesmo com a consolidação do portfólio, a empresa mantém a proximidade com o ecossistema de inovação. O Innovation Hub da BRQ reúne hoje mais de dez startups conectadas a clientes e parceiros, com o objetivo de acelerar o time-to-market por meio de soluções já testadas e relevantes para os projetos.

“Essas startups entram quando fazem sentido no contexto dos clientes. A gente apoia de perto a evolução delas, com conexão com o mercado e acesso a oportunidades dentro do ecossistema”, afirma Carolina.

A mesma lógica orienta a estratégia de fusões e aquisições. A BRQ afirma que segue avaliando oportunidades de crescimento inorgânico, especialmente ligadas à expansão internacional e à complementaridade de competências. Desde 2020, foram cinco M&As, incluindo a fusão com a weme, anunciada em agosto de 2025.

“Trabalhamos em desafios em que o contexto importa e as decisões precisam ser bem conduzidas para gerar progresso de verdade”, conclui a executiva.