O artista Thiago Veigh lançará conta digital em parceria com a NG.CASH | Foto: Divulgação
O artista Thiago Veigh lançará conta digital em parceria com a NG.CASH | Foto: Divulgação

O público da NG.CASH está ficando adulto e, à medida que a fintech se adapta às novas demandas dessa geração que cresceu junto com a marca, também busca maneiras de seguir atraente para os usuários mais jovens. Para isso, a startup tem apostado em parcerias com grandes nomes da nova geração, como o streamer Coringa. Agora, a startup anuncia sua mais nova colaboração, desta vez com o artista de trap Thiago Veigh, conhecido como Veigh.

Com apenas 24 anos, o músico foi considerado uma revelação do trap nacional há cerca de dois anos, e entrou para a Forbes Under 30. Além de ter a turnê de seu novo álbum, EVOM (Eu Venci o Mundo) patrocinada pela NG.CASH, ele lançará uma nova conta digital com cartão de crédito pré-pago em parceria com a fintech.

A ideia é que fãs do artista possam ter acesso a um ambiente customizado no app da fintech, com a identidade visual de Veigh, além de cartões exclusivos da turnê, descontos nos shows e itens de merchandising, acesso a bastidores, entre outros benefícios.

“Numa era em que os bancos batalham por sala VIP, a hiperpersonalização comunica demais. Cada geração busca um benefício diferente”, afirma Antonio Nakad, cofundador e CMO da NG.CASH, em entrevista exclusiva ao Startups.

A escolha de Veigh foi um processo longo, já que boa parte dos clientes da NG.CASH são menores de idade, o que exige um cuidado especial com as personalidades que passam a vestir a camisa da fintech. Para Antonio, inicialmente chamou a atenção a trajetória de vida do artista, que cresceu em um conjunto habitacional e se tornou um fenômeno da música.

“Ele é um perfil dentro do trap que não bebe, não usa drogas, é muito respeitado e o show dele é seguro até para menores de idade. Sempre tivemos essa vontade de nos conectar com o universo da cultura, e depois dois anos de conversas com o time dele, indo a shows, analisando a relação dele com o público, entendemos que ele representa o que a gente defende como marca”, conta o CMO da NG.CASH.

Foco em crédito

Fundada em 2021 para ser o banco da geração Z, a fintech tinha a maior parte dos seus clientes na faixa dos 14 e 15 anos de idade quando surgiu. Hoje, a maior parte da base está concentrada entre 16 e 17 anos, com uma fatia crescente já acima dos 18, movimento que a empresa chama internamente de “graduação” dos usuários.

Para acompanhar essa evolução, a empresa já estuda a ampliação do portfólio para atender às necessidades de jovens adultos. Estão no radar produtos como Pix Crédito, cartão de crédito tradicional e consignado privado, todos voltados para o público 18+. “O grande foco deste ano é olhar para o usuário graduado e construir uma esteira de produtos mais elaborada”, explica Antonio. Para isso, a NG.CASH também está reforçando o time, com vagas abertas para profissionais com experiência em crédito.

A estratégia de parcerias, no entanto, segue como um dos principais vetores de crescimento entre as novas gerações. Assim como aconteceu com o streamer Coringa, a colaboração com Veigh vai além de uma ação pontual de marketing e envolve uma relação de longo prazo. Segundo o CMO, o próximo objetivo é trazer para a NG.CASH algum nome do esporte que tenha apelo entre os mais jovens.

“Ainda não entramos forte nesse mundo, mas é algo que estamos pensando, especialmente em um ano de Copa”, afirma.

Tudo isso tem sido feito com o caixa da empresa reforçado após uma Série B de US$ 26,5 milhões liderada pela gestora de venture capital norte-americana NEA (New Enterprise Associates) – investidora de empresas como Robinhood, Coursera e Duolingo. Anunciado em julho do ano passado, o aporte contou com participação da Quantum Light – fundo criado por Nikolay Storonsky, fundador da Revolut –; da Monashees, investidora de longa data da NG.CASH; além dos fundos a16z, Endeavor Catalyst, 17Sigma e Daphni.

A captação veio um ano depois de a NG.CASH ter levantado sua Série A de R$ 65 milhões, rodada que, por sua vez, veio 20 meses após o Seed. Ao todo, a NG.CASH já levantou mais de R$ 300 millhões.

“Levantamos a Série B ainda com dinheiro em caixa da Série A. O breakeven ainda não veio, mas temos um unit economics positivo, cada usuário gera mais lucro do que custo”, aponta o CMO.