
As últimas semanas deram o que falar com discussões sobre a arte contra inteligência artificial, tudo por conta da polêmica envolvendo dois nomes gigantes destas indústrias: Studio Ghibli e OpenAI.
Resumindo, a dona do ChatGPT trouxe a possibilidade de seus usuários enviarem imagens para serem “transformadas” no estilo do Studio Ghibli (responsável por obras como O Serviço de Entregas da Kiki e Meu Amigo Totoro), o que reacendeu polêmicas sobre roubo de artes e direitos autorais.
Agora, a OpenAI demonstrou mais uma coisa que sua inteligência artificial consegue fazer: o boneco ChatGPT. Diversos internautas já estão pedindo à ferramenta suas versões em figuras colecionáveis para postar nas redes sociais. Confira um exemplo:
Para criação desta imagem, foi utilizado o seguinte comando no ChatGPT:
Uma figura de ação colecionável de um(a) mulher dentro de uma caixa de embalagem de brinquedo de plástico. A pessoa tem cabelo castanho com a parte de trás rosa, veste uma camiseta escrito “Startups” e usa óculos. A embalagem tem um fundo rosa e iluminação em tons cor de rosa. Dentro da caixa estão acessórios altamente detalhados: um bloquinho de notas e uma caneca. No topo da caixa, um nome escrito à mão com estilo diz “Giulia Frazão – Jornalista do Startups”.
Sam Altman continua “alfinetando” o Studio Ghibli
Enquanto a nova modinha se espalha pela internet, Sam Altman, CEO da OpenAI, continua “tocando na ferida” do Studio Ghibli com a polêmica com o ChatGPT. Até o momento da publicação desta reportagem, o empresário ainda mantinha sua foto de perfil no X (antigo Twitter) no estilo do estúdio japonês de animação, mesmo após todo o burburinho.
Além disso, o CEO também havia, anteriormente, republicado algumas postagens de pessoas que testaram o ChatGPT com essa finalidade. Até o momento, esses posts não foram apagados, mesmo com os internautas reclamando diretamente na postagem de Sam Altman. “Não entendi. Miyazaki já disse que não gostou?”, questiona um comentário.
Vale lembrar que, diante de toda a polêmica, internautas estão resgatando uma antiga fala do fundador do Studio Ghibli, Hayao Miyazaki, que em 2016, disse ter ficado “totalmente enojado” ao ver a demonstração de um vídeo criado com inteligência artificial.
A última publicação de Sam Altman relacionada ao tema foi há dois dias, onde desviou de falar sobre o Studio Ghibli para falar sobre uma imagem feita no estilo “anime”, sendo mais generalista: