
A Meta decidiu adiar a expansão internacional dos óculos inteligentes Ray-Ban Meta Display após uma demanda acima do esperado nos Estados Unidos e limitações de oferta. A empresa informou que vai priorizar o atendimento no mercado norte-americano enquanto reavalia o cronograma de disponibilidade global do produto.
A controladora do Facebook planejava lançar os óculos com display de realidade aumentada no Reino Unido, França, Itália e Canadá no início deste ano, após o bom desempenho das versões anteriores. O plano, porém, foi colocado em pausa diante do que a companhia descreveu como um estoque “extremamente limitado” para um produto considerado inédito na categoria.
Segundo a Meta, o interesse pelos óculos tem sido tão alto desde o lançamento, no segundo semestre de 2025, que as listas de espera já se estendem ao longo de 2026. A decisão de frear a expansão internacional foi comunicada em um post no blog oficial da empresa.
Desenvolvidos em parceria com a Ray-Ban, marca do grupo EssilorLuxottica, os óculos permitem tirar fotos, transmitir conteúdos e interagir com um assistente de inteligência artificial por comando de voz. Em outubro, a EssilorLuxottica já havia sinalizado que aceleraria a capacidade de produção diante do crescimento do negócio de smart glasses.
Durante a Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas, a Meta também anunciou novas funcionalidades para os óculos e para o Meta Neural Band, uma pulseira que funciona como interface de controle. Entre as novidades está um recurso de teleprompter, que permite ao usuário ler anotações e rolar o texto por meio da pulseira.
A empresa ainda informou a expansão do recurso de navegação para pedestres em mais quatro cidades dos Estados Unidos – Denver, Las Vegas, Portland e Salt Lake City – elevando para 32 o total de cidades atendidas.