Avenia
Fundadores da Avenia | Crédito: Divulgação

A Avenia, fintech brasileira especializada em pagamentos cross-border e infraestrutura financeira baseada em stablecoins, concluiu uma rodada Série A de US$ 17 milhões (cerca de R$ 90 milhões). A captação ocorre após a empresa registrar um crescimento de sete vezes em 2025 e atingir a operação cash-positive, segundo a companhia.

A rodada reuniu fundos como Quona, Big Bets, Headline, Fluent Ventures, Tomorrow Capital, Palm Drive Capital, Scale Up by Endeavor, Kazea, Pátria High Growth, Sequoia Scout Fund e Accel Scout Fund. Também participaram executivos ligados a empresas como Revolut, Santander, HSBC, PagSeguro, Checkout.com, Coinbase e Conta Simples.

Com os recursos, a Avenia pretende ampliar sua atuação no Brasil, incluindo o lançamento de novos produtos, como soluções de yield e cartões. A estratégia envolve ainda a expansão para outros países da América Latina e para o mercado norte-americano.

“O Brasil é nossa base sólida, mas já estamos mirando a atuação em outros países estratégicos da América Latina, além de dar passos mais concretos nos Estados Unidos, onde já possuímos licenças para operar”, afirma Matheus Moura, CEO da Avenia, em nota oficial.

Sobre a Avenia

A empresa se posiciona como uma camada de infraestrutura regulada que permite que companhias lancem produtos financeiros sem a necessidade de obter licenças próprias ou desenvolver tecnologia interna. A proposta atende tanto empresas não financeiras quanto instituições que buscam operar com stablecoins de forma estruturada.

Segundo Matheus, a demanda parte de empresas interessadas em oferecer soluções financeiras sem assumir os custos e a complexidade regulatória do setor. “Nossa plataforma resolve um problema estrutural: empresas querem oferecer produtos financeiros para monetizar suas bases de clientes, mas não querem ou não podem investir anos e milhões em licenças, compliance e infraestrutura. A Avenia fornece tudo isso como serviço”, diz.

A infraestrutura da fintech inclui contas globais em real, dólar e euro, além de pagamentos internacionais com liquidação instantânea via stablecoins. As soluções são oferecidas em modelo white-label, e a companhia também assume o reporting regulatório junto ao Banco Central e à Receita Federal.

De acordo com Leandro Noel, cofundador e COO da Avenia, o aumento das exigências regulatórias para empresas que operam com ativos virtuais cria um novo cenário competitivo no país. Ele destaca que o capital regulatório mínimo exigido pelo Banco Central passou de R$ 3 milhões para quase R$ 25 milhões.

“Isso cria uma oportunidade única: muitas empresas que operam com ativos virtuais não vão conseguir cumprir essa exigência, e a Avenia está posicionada para ser o parceiro regulado que permite que essas empresas continuem operando de forma compliant”, pontua.