Fundadores da Delfos: Guilherme Studart e Samuel Lima | Foto: Divulgação
Fundadores da Delfos: Guilherme Studart e Samuel Lima | Foto: Divulgação

O Copel Ventures, fundo de corporate venture capital (CVC) da Companhia Paranaense de Energia, liderou uma rodada de € 3 milhões na Delfos, de IA para energia renovável. Apesar de ter nascido no Brasil, a startup tem sede em Barcelona, na Espanha, e já está presente em oito países da Europa. O aporte foi uma extensão da série A, que também trouxe investidores globais, como o Contrarian Ventures e o EDP Ventures, além de fundos locais, como DOMO.VC e Headline.

Esse é o quarto investimento do Copel Ventures, fundo gerido pela Vox Capitalgestora de venture capital especializada em teses de impacto. O veículo de investimentos possui R$ 150 milhões de capital comprometido, incluindo os custos de gestão.

Com o novo aporte, Delfos planeja acelerar sua consolidação como player internacional. Os recursos serão direcionados principalmente à expansão comercial na Europa, além do fortalecimento do time global e ao desenvolvimento de novas funcionalidades de IA.

“Ter a Copel Ventures como investidora, ao lado de parceiros globais como Contrarian e EDP Ventures, reforça que nossa tecnologia de IA está no estado da arte para renováveis. O foco agora é escalar nossa presença na Europa e entregar soluções de inteligência artificial gerando cada vez mais eficiência para todas as fontes de energia renovável, incluindo o segmento de armazenamento, além de ampliar para outras etapas da cadeia como transmissão de energia”, disse Guilherme Studart, CEO da Delfos, por meio de nota.

A startup atua com soluções de manutenção preditiva baseadas em inteligência artificial, focadas em aumentar a confiabilidade e a performance de ativos de geração renovável, especialmente parques eólicos. A tecnologia da startup monitora continuamente a saúde dos equipamentos, cruza grandes volumes de dados operacionais e antecipa falhas com alta precisão, permitindo que operadoras reduzam custos de manutenção e evitem paradas não planejadas.

Na Copel, a parceria já vem sendo aplicada nos ativos eólicos da companhia, onde a plataforma da Delfos tem apoiado decisões mais assertivas das equipes de operação e manutenção. Segundo a empresa, o uso da IA contribui para maximizar a disponibilidade energética e melhorar a eficiência operacional, ao mesmo tempo em que reduz o tempo dedicado a análises manuais e inspeções corretivas.

“Nossa expectativa é de que a proximidade ainda maior obtida com este investimento permita o co-desenvolvimento de soluções avançadas, levando o sucesso obtido nos ativos de geração de fonte eólica para outros importantes segmentos da Copel, como os ativos de transmissão e de outras fontes de geração de energia”, afirmou o Superintendente de Estratégia, Inovação e Inteligência de Mercado da companhia, Thiago Ávila.

Em escala global, a Delfos acumula resultados expressivos. A startup já conseguiu identificar falhas em componentes críticos com até 320 dias de antecedência e evitar 92 horas de downtime em um único evento, indicadores que reforçam o impacto da tecnologia na gestão de ativos renováveis. Esses ganhos têm impulsionado a adoção da solução por geradores de energia em diferentes mercados europeus, onde a empresa vem ampliando sua atuação desde 2023.