Fintech

Divibank levanta US$ 8,2M para crescer 10 vezes até o fim de 2025

Rodada da fintech foi liderada pela Better Tomorrow Ventures e servirá para impulsionar nova solução de orquestração de pagamentos

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Jaime Taboada e Rebecca Fischer, cofundadores da Divibank | Foto: divulgação
Jaime Taboada e Rebecca Fischer, cofundadores da Divibank | Foto: divulgação

A Divibank, fintech de pagamentos voltada para players de e-commerce, renovou seu fôlego (ou melhor, seu caixa) para impulsionar sua nova estratégia de crescimento no mercado brasileiro. A startup acaba de captar US$ 8,2 milhões (R$ 46,6 milhões), em uma rodada liderada pelo fundo californiano Better Tomorrow Ventures, o mesmo que também liderou a rodada anterior da fintech, em 2021.

A captação contou ainda com a participação de novos investidores, como Alter Global, Allievo Capital, Endeavor Scale-Up Ventures e Presight, além de sócios já existentes, como MAYA Capital, Clocktower Ventures, Magma Partners, Gilgamesh Ventures e Rally Cap Ventures.

Com o novo aporte, o plano da Divibank é aumentar a aposta no Divibank Pay, sua solução de orquestração de pagamentos para empresas que vendem online. Lançada em setembro do ano passado, a solução já se destaca no portfólio da fintech. “O desempenho do Divibank Pay tem sido muito bom até agora, crescendo cerca de 90% mensalmente em transações”, destacou o cofundador e CEO Jaime Taboada, em conversa com o Startups.

Nascido na Colômbia, mas formado nos Estados Unidos, onde trabalhou por quase uma década no Goldman Sachs, Jaime — ao lado da brasileira Rebecca Fischer — fundou a Divibank no Brasil em 2020, inicialmente como uma plataforma de financiamento para campanhas de marketing digital e compra de estoque para pequenos negócios.

Entretanto, à medida que o cenário de funding para pequenas empresas e startups foi mudando no país, a Divibank gradualmente foi do crédito aos pagamentos, onde emplacou um de seus principais sucessos: o Pix Inteligente, uma solução de autorização de pagamentos que permitiu aos lojistas reduzir o tempo de pagamento e melhorar a experiência de compra. “Durante a Black Friday, alcançamos uma taxa de aprovação de 96% para nossos clientes”, orgulha-se Jaime.

A última rodada da Divibank foi em 2021, quando captou R$ 20 milhões com a Better Tomorrow e Village Global, fundo bancado por figurões como Bill Gates, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg, assim como a brasileira Maya Capital e a chilena Magma Partners.

Foco no Divibank Pay

Segundo Jaime, o Divibank Pay é o próximo passo na evolução da fintech. Desde o início da operação do novo produto, o número de transações cresceu 45,7% ao mês, o número de novos clientes aumentou 111% ao mês, além do já citado crescimento mensal de 90% em transações.

“Com nossa solução de orquestração de pagamentos, o cliente se conecta com vários provedores simultaneamente, e nossa plataforma direciona cada transação para o processador com o menor custo”, explica Jaime.

De acordo com o CEO, em poucos meses a solução já atraiu cerca de 40 clientes ativos, e a empresa tem metas agressivas para sua expansão. “Esperamos aumentar o volume de transações em 10 vezes até o fim do ano. É uma meta ambiciosa, mas já estamos no caminho”, avalia.

Para Rebecca, a companhia utilizará o aporte principalmente em duas frentes: aprimorar a plataforma e explorar novas oportunidades para impulsioná-la, incluindo mais integrações com plataformas de e-commerce e um plano para se tornar subadquirente em breve, o que permitirá melhorar a precificação e as margens de seus serviços.

Questionada sobre a concorrência no mercado de gateway de pagamentos, onde players grandes como Adyen e PagBrasil, além de menores como AppMax, disputam a atenção de clientes de todos os portes, Rebecca afirma que a missão do Divibank não é apenas oferecer melhores taxas de aprovação.

“O mercado vai além disso. Entendemos que ele é pautado em quem oferece mais inteligência nas vendas e conhece melhor as necessidades de seus clientes. Nosso foco está na conversão, usando tecnologias como orquestração de pagamentos, inteligência artificial e open finance”, finaliza a cofundadora.