
Leia um resumo desta notícia
- SpaceX anuncia aquisição da xAI, integrando IA, foguetes, Starlink e rede social X, visando inovação vertical ambiciosa dentro e fora da Terra.
- Empresa justifica a necessidade de data centers espaciais para suportar a demanda de energia da IA, explorando energia solar e expansão da humanidade.
A SpaceX anunciou a aquisição da xAI em um movimento que une inteligência artificial, foguetes, internet via satélite e comunicações diretas com dispositivos móveis sob uma única estrutura. O comunicado foi divulgado nesta segunda-feira (2) pela própria SpaceX e assinado por Elon Musk.
A união das empresas cria o que Musk chama de “o motor de inovação verticalmente integrado mais ambicioso da Terra e fora dela”, reunindo IA, lançadores espaciais, a constelação Starlink, comunicações diretas com celulares e a rede social X, descrita no texto como uma plataforma global de informação em tempo real e liberdade de expressão.
Antes do anúncio oficial, a possível combinação entre SpaceX e xAI já vinha sendo mencionada em reportagens internacionais como uma negociação em andamento. Nos últimos dias, veículos estrangeiros apontavam que Elon Musk estudava uma forma de integrar suas operações de espaço e inteligência artificial, mas o movimento ainda era tratado como rumor.
Com o comunicado divulgado agora pela SpaceX, a empresa confirma oficialmente a aquisição da xAI e encerra as especulações que circulavam no mercado. Até então, nem a SpaceX nem a xAI haviam se manifestado publicamente sobre uma eventual fusão entre as companhias.
A confirmação também reforça expectativas em torno do tamanho do grupo resultante da operação. Segundo estimativas publicadas anteriormente por veículos internacionais, a combinação das duas empresas poderia resultar em uma companhia avaliada em mais de US$ 1 trilhão, considerando os valores atribuídos separadamente à SpaceX e à xAI em negociações privadas recentes.
Embora o comunicado da SpaceX não mencione números ou valuation, o anúncio oficial consolida a criação de um grupo que reúne lançadores espaciais, uma das maiores constelações de satélites do mundo e uma plataforma de inteligência artificial em rápida expansão, ampliando a escala e o peso estratégico das operações lideradas por Elon Musk.
IA, energia e os limites da Terra
A SpaceX destaca que os avanços atuais em inteligência artificial dependem de grandes data centers terrestres, que exigem enormes quantidades de energia e sistemas intensivos de refrigeração. A demanda global de eletricidade para IA, segundo a companhia, não pode ser atendida por soluções em solo, nem mesmo no curto prazo, sem gerar impactos para comunidades e para o meio ambiente.
A empresa sustenta que, no longo prazo, a única forma de escalar a infraestrutura de IA é por meio de data centers baseados no espaço, aproveitando a energia solar quase constante e reduzindo custos operacionais e de manutenção. “É sempre ensolarado no espaço”, diz Musk.
A proposta apresentada pela SpaceX envolve o lançamento de uma constelação de até um milhão de satélites que funcionariam como data centers orbitais. Segundo o texto, esse seria um primeiro passo para atingir o que Musk chama de uma civilização de nível Kardashev II, capaz de aproveitar uma parcela significativa da energia do Sol.
A companhia afirma que, para capturar mesmo uma fração mínima da energia solar disponível, seria necessário produzir mais energia do que toda a civilização humana consome atualmente, algo que, segundo o comunicado, só seria viável fora da Terra.
Musk usk estima que, em dois a três anos, a forma mais barata de gerar capacidade computacional para IA será no espaço. Segundo ele, essa eficiência permitiria que empresas avançassem no treinamento de modelos e no processamento de dados em escalas sem precedentes.
O cálculo básico apresentado no comunicado é que o lançamento de um milhão de toneladas por ano em satélites, gerando 100 kW de capacidade computacional por tonelada, adicionaria 100 gigawatts de capacidade de computação em IA anualmente. O texto afirma que existe um caminho para alcançar 1 terawatt por ano no futuro.
Ainda segundo Musk, tornar realidade os data centers espaciais viabilizaria bases autossustentáveis na Lua, uma civilização em Marte e, no longo prazo, a expansão da humanidade pelo Universo.