
Há 30 anos atuando no mercado da moda, os irmãos gêmeos Roberto e Rodrigo Arello acabam de lançar sua própria grife, voltada para os praticante de golfe. A empresa – batizada de GolfSoul – captou recentemente cerca de R$ 700 mil com investidores-anjo para investir em marketing e impulsionar a produção das peças, que começarão a ser vendidas no segundo semestre no e-commerce da marca.
O foco será em peças de vestuário, pensando tanto na performance, quanto no estilo. Em entrevista ao Startups, Roberto Arello, CEO da GolfSoul, conta que a ideia surgiu da própria experiência enquanto praticante do esporte. Ele começou a jogar golfe há 16 anos e percebeu que a maior parte dos brasileiros precisava ir ao exterior comprar roupas específicas para o esporte, ou adquirir peças importadas pela internet.
“Essa marca une duas paixões: design de moda e esporte. O golfe é um esporte que, fora a questão do jogo, tem uma etiqueta muito legal, os jogadores estão sempre muito elegantes. Mas não havia ainda uma marca brasileira que unisse uma modelagem perfeita e estilo”, afirma Roberto, que cita como inspiração a marca sueca J.Lindeberg.
Durante viagens e conversas com outros praticantes do esporte, o fundador percebeu que havia demanda por uma marca como essa no Brasil. Segundo ele, cerca de 80% dos seus investidores, que não tiveram os nomes revelados, jogam golfe. “Esses foram fáceis de convencer”, brinca.
No conselho consultivo da empresa, há nomes como Philipe Herman Pellegrino (ex-C6 Bank), Igor Albuquerque (ex-Hortifruti), além de Caio Caio Cézar Oliveira de Bittencourt (ex-CEO da Edenred Colômbia e Edenred Chile e Peru).
Com os recursos captados, a GolfSoul pretende investir na produção e em ações de marketing, inclusive com patrocínios a torneios e eventos.
Roberto explica que uma das dificuldades que os jogadores de golfe enfrentam é por não poderem experimentar as roupas antes de comprar, já que a compra é feita em sites internacionais. Apesar de ser um e-commerce, a GolfSoul terá presença em pontos físicos, como grandes lojas do segmento e nos campos de golfe, o que possibilita que os praticantes do esporte vejam as peças, experimentem e conheçam a qualidade do material.
“A experiência online vai tentar traduzir muito desse toque do produto, da qualidade e modelagem das peças. Além disso, estaremos presentes em torneios, inclusive com a possibilidade de produzir uma coleção para a Confederação Brasileira de Golfe, o que ajuda a transmitir a qualidade da marca”, diz.
Neste primeiro momento, a ideia é focar no mercado brasileiro, mas os fundadores já estão pensando em uma internacionalização em 2028 ou 2029, começando talvez pela América Latina. Outra possibilidade é expandir para outros esportes, a exemplo do que ocorreu com a J.Lindeberg, que hoje também vende peças de vestuário para esportes como tênis e snowboard.
Rodrigo Arello, irmão de Roberto, também atua na parte de criação, mas em vez de golfe, seu esporte de preferência é o ciclismo. “Expandir para outros esportes, como o próprio ciclismo, é uma possibilidade. Mas no momento estamos olhando para o golfe”, reforça o CEO.