boostlab, do BTG, está com inscrições abertas para a turma 2026
boostlab, do BTG, está com inscrições abertas para a turma 2026 (Foto: Divulgação)

O boostlab, programa de investimento em startups do BTG, está com inscrições abertas para a sua próxima turma. Serão escolhidas até seis companhias que receberão um aporte de R$ 1 milhão por uma participação de 3%. A aplicação pode ser feita até o fim de março e as atividades do programa acontecem de maio a novembro.

De acordo com Gabriela Lima, diretora de venture capital do banco, a busca é por startups que já tenham superado o desafio de tração e reduzido o risco de produto e estejam em busca de escala. Não há uma tese definida em termos de setores de atuação. O que interessa é como a empresa e seu produto pode se encaixar dentro do ecossistema do BTG, que é formado por mais de 20 empresas do grupo e outras 40 que são investidas da área de capital privado e atuam em áreas como energia, logística e telecom. “A gente sai do olhar só de banco, de fintech e crédito, para olhar praticamente de tudo. São mais de 60 empresas onde se pode explorar oportunidades de sinergias e buscar dores e problemas a serem resolvidos”, comenta.

Leia um resumo desta notícia

  • O boostlab do BTG está com inscrições abertas para sua próxima turma, buscando startups em fase de escala com um aporte de R$ 1 milhão.
  • O programa busca empresas com potencial de sinergia dentro do ecossistema do BTG, visando ganho de capital e crescimento sustentável.
  • O boostlab não visa fidelização, mas sim ampliar oportunidades para as startups, buscando qualidade nos investimentos realizados.
  • Desde 2023, o boostlab já realizou 13 aportes e pode fazer novos investimentos nas mesmas companhias, sem pressa para retorno.

Segundo ela, essa proximidade ajuda as startups a aumentaram receita e, consequentemente, seu valuation, o que leva o BTG a atingir seu principal objetivo com o programa: o ganho de capital. “Essa é a essência do banco, que é um banco de investimento”, pontua.

Com um cheque de R$ 1 milhão, é difícil imaginar que os ganhos possam ser relevantes. Por isso a ideia é que esse aporte inicial seja apenas um início de relacionamento, uma alinhamento de interesses que vai garantir acesso em rodadas posteriores por meio de novos aportes (follow ons). Gabriela afirma que, como os investimentos são feitos com capital proprietário do banco, não há pressa para ter retorno do capital. O que permite ser mais paciente para esperar as boas oportunidades. Até agora foram feitos follow ons em quatro empresas.

Com acompanhamento bastante próximo das investidas, feito com uma cabeça de private equity, como Gabriela coloca, a ambição é não ter nenhum write off dentre os aportes feitos. “Queremos ajudar as companhias a terem crescimento sustentável e perene, não a qualquer custo com queima de caixa descontrolada”, explica.

Estar dentro do ecossistema do BTG não significa, no entanto, que a startup que entrar no boostlab só poderá fazer negócios com empresas do grupo a partir do dia seguinte. Pelo contrário. Gabriela conta o caso de uma startup que entrou no programa tendo o BTG como seu principal cliente e chegou ao final do ciclo com outra grande instituição nessa posição. “Não há objetivo de fidelização com o banco. Mas sim de ampliar oportunidades”, reforça.

O Desempenho e seleção para o boostlab

Em 2025 o boostlab teve 500 inscrições, um número menor do que o registrado em 2024. Mas Gabriela não se diz preocupada com a queda. “O objetivo é ter qualidade, não quantidade”, diz. A preocupação com bons investimentos é tão grande que apesar de ter a previsão de fazer seis aportes, o boostlab desse ano pode fazer menos do que isso se não achar projetos interessantes. A busca inicial das startups conta com o apoio da Endeavor.

Criado em 2018 como um programa de aceleração sem equity muito voltado a fintechs, o boostlab operou dessa forma até 2022. A partir de 2023 ele ganhou o formato atual, de investimento. De lá para cá, foram feitos 14 aportes. Desses, 12 continuam ativos e uma saída foi feita com a venda da participação na Intuitive Care. Um outro exit está em negociação. Outras três operações já tinham sido feitas de empresas que foram aceleradas e investidas entre 2018 e 2022.