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A healthtech Alice, plano de saúde que não quer ser conhecida como tal, está expandindo sua atuação e vai começar a vender seus serviços de forma avulsa. A ideia é se tornar um superaplicativo da área, incluindo novas ofertas com o passar do tempo, como a compra de medicamentos. “Tudo que você fechar o olho e pensar em termos de saúde, a Alice tem que ser a referência”, diz André Florence, cofundador e presidente da healthtech.   

O movimento acontece no momento que a Alice se aproxima da meta de chegar a 5 mil clientes em 2021. No site da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ela aparece com 3.942 em setembro. No começo do ano, quando anunciou uma série B de US$ 33,3 milhões, eram 1,1 mil. “Vamos bater tranquilo a meta dos 5 mil”, diz André. Coincidentemente (ou não), a Alice tem entre seus fundadores Guilherme Azevedo, cofundador da Dr. Consulta, que atua exatamente no modelo de venda avulsa.

Superapp da saúde

No lançamento do conceito de superapp estão disponíveis consultas remotas com nutricionistas, psicólogos e preparadores físicos, com preços a partir de R$ 79,90. Também há a opção de atendimento imediato por meio do Alice Agora. Neste caso, a cobrança será feita não na forma de consulta, mas pela resolução do problema. Um próximo passo, segundo André, é começar a vender pacotes, ou programas com objetivos específicos, como emagrecer, controle de diabetes, se preparar para uma maratona. “A meta será a meta da pessoa”, diz André.

A proposta está intimamente ligada ao modelo de atuação da Alice, que se baseia no resultado oferecido (value based) e não na cobrança por serviço prestado (o fee for service praticado no mercado atualmente).

Segundo André, o novo passo é importante para ajudar a Alice a ganhar confiança e construir sua marca. “Muita gente entra em contato e quer conhecer antes de comprar. Como tem um custo alto de mudança de um plano de saúde, é uma oportunidade de fazer um teste”, explica. Detalhe importante: quem for cliente de algum outro plano ainda poderá pedir reembolso para pagar os procedimentos realizados com a Alice – que não pratica reembolso para os seus clientes porque a ideia é que ninguém use nada fora da rede de atendimento construída por ela. “Toda vez que você precisar passar com um especialista, vamos te oferecer a qualidade de uma consulta particular, porém pelo seu plano”, justifica a companhia em seu site.

New kid on the block

Em operação há pouco mais de 1 ano, a Alice está disponível apenas em São Paulo. A rede de atendimento na capital começou com 3 hospitais e hoje tem 8.

Segundo André, a relação da novata com o mercado de saúde tem sido bem saudável pelo alinhamento no modelo de remuneração. Ele destaca que um dos pontos que têm chamado a atenção do mercado é que a Alice não faz glosas, ou seja, não deixa de pagar ou contesta valores de procedimentos.

De acordo com ele, 80% do que ela faz é no modelo de valor, enquanto em uma operadora tradicional o número é integralmente baseado no pagamento por serviço prestado. “Tem uma parte que precisa ser valor porque é como o mercado trabalha. Mas a ideia é manter esse percentual no menor nível possível”, diz.

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