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A frase é clichê. Mas a Ambar está realmente fechando o ano com chave de ouro. A startup, especializada em soluções digitais para a construção civil, acaba de receber um aporte de R$ 204 milhões. O investimento série C foi liderado pelo fundo Echo Capital e pela gestora de private equity Oria Capital, com participação de TPG Capital e Argonautic Ventures.

Segundo Bruno Balbinot, fundador da companhia, os recursos serão usados para expandir seu ecossistema de soluções digitais, que já conta com 350 mil usuários de 12.500 empresas, responsáveis por mais de 20 mil obras em todo o Brasil. Com ferramentas que resolvam problemas reais da jornada construtiva, como a gestão da documentação e o controle de acesso à obra, a missão é criar casos de uso para cada um dos players envolvidos no processo, sejam arquitetos, projetistas, incorporadoras e gestores de projetos.

Para isso, a startup não exclui a possibilidade de novas aquisições. Em outubro, ela comprou a concorrente AutoDoc, empresa de softwares para gerenciamento de projetos de construção. A Ambar pagou R$ 76 milhões em dinheiro, mais R$ 24 milhões de earn-out, com o objetivo de reforçar sua vertical de softwares e fomentar a digitalização do setor.

“Estamos investindo muito em SaaS e software B2B. Por isso, precisávamos de um investidor que nos ajudasse a avançar no segmento”, afirma Bruno. É aí que entra a Oria Capital. A gestora tem em seu portfólio as brasileiras Gupy, de softwares de recrutamento e seleção de talentos, e Zenvia, primeira companhia SaaS da América Latina a abrir capital na Nasdaq

Bruno Balbinot e Ian Fadel, fundador e cofundador da Ambar

O Echo Capital oferece a visão empresarial. “Queremos ter um negócio perene, escalável e com potencial para se tornar líder de mercado global. E o fundo pode nos ajudar com isso”, diz. A Ambar também tem Guilherme Weege como membro do conselho. Diretor-executivo do Grupo Malwee, o executivo é Embaixador do Clima do Pacto Global da ONU e, além de orientações sobre o negócio, ajuda a Amber a adotar práticas mais sustentáveis.

“A agenda ESG é crítica no setor da construção, que tem muita poluição, desperdício e geração de resíduos. Existem milhões de casas para serem construídas, mas isso precisa ser feito de uma forma que ainda tenhamos um mundo para morar depois”, diz Bruno.

A Amber quer que cada vez mais suas soluções ajudem no planejamento das obras, evitando contratempos e reduzindo o desperdício de materiais desnecessários. Isso ajudará a diminuir o tempo total gasto no projeto e, consequentemente, as emissões de gases poluentes.

“As soluções também ajudam na governança do canteiro de obras, garantindo que as pessoas estejam treinadas e os documentos, em ordem. Isso reduz riscos trabalhistas e acidentes de trabalho, contribuindo também para o aspecto social e a qualidade da jornada dos profissionais”, afirma Bruno.

Fundada em 2012, a startup cresceu 90% em 2021 e pretende repetir a evolução no próximo ano. A projeção é dobrar o número de obras simultâneas com produtos Ambar e conquistar 970 novos clientes em 2022.

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