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O volume de venture capital investido nas startups brasileiras em julho de 2020 foi de US$ 87 milhões, distribuído em 37 rodadas. O montante é 81% inferior aos US$ 462 milhões aportados no mesmo mês de 2019. Por outro lado, é 117% superior quando comparado aos US$ 40 milhões investidos em julho de 2018. Os números são do Inside Venture Capital Brasil, do Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado do Distrito.

Entre as principais rodadas mapeadas ao longo do mês estão os US$ 22,3 milhões captados pela Warren, rodada liderada pela QED Investors, e os US$ 11 milhões levantados pela Magnetis com Redpoint eVentures e Vostok  Emerging Finance. As duas rodadas foram  de série B. Além destas chamou  a atenção a série A da Solfácil, startup de financiamento para energia solar, que recebeu um aporte de US$ 4 milhões liderado pela Valor Capital Group com a participação do Distrito Ventures.

Já no estágio Seed, um destaque foi a rodada de US$ 900 mil para a healthtech Rapicare, com cheque liderado pelos fundos Canary, Norte Ventures e por cofundadores de iFood, Creditas e Loggi. Também aconteceu a captação de US$ 987 mil da Origem, em um aporte liderado pela Barn Investimentos com a participação da Cotidiano.

Nos primeiros sete meses de 2020, o acumulado de investimentos em startups é de US$ 997 milhões, em um total de 222 rodadas. Na comparação com o mesmo período de 2019, qunado foram registrado US$ 1,8 bilhão, há uma queda de 49%. Apesar disso, o número de cheques assinados até julho já é o maior da história do país.

Considerando todas as 222 captações, é possível notar que aproximadamente 76% dos investimentos foram realizados em estágios iniciais (Anjo, Pré-Seed e Seed). Entretanto, os cheques pagos em estágios mais avançados (Séries A, B, C e posteriores) representam 90% do capital investido.

Healthtechs

Em outro levantamento, o Distrito apurou que o Brasil tem 542 healthtechs em atividade.

Destas, a metade tem menos de cinco anos de operação e ainda está em seus primeiros estágios de desenvolvimento. Ainda assim, o volume de investimentos aportados nestas empresas brasileiras é significativo: desde 2014, elas receberam US$ 430 milhões, ao longo de 189 rodadas de venture capital. É a terceira vez que o Distrito faz o levantamento.

Na comparação com o primeiro, de 2018, quando foram mapeadas 248 companhias, o número de healthtechs em atividade saltou 118%. No ano seguinte, o número subiu para 386 – o que dá um crescimento de 40% em 2020. Vale destacar que os números equivalem à abertura de novas empresas, mas também representa uma melhora na capacidade do Distrito de achar essas empresas e ampliar sua base de pesquisa.

As healthtechs mapeadas pelo Distrito atuem em nove áreas: acesso à Informação, gestão, marketplace, dispositivos médicos (para prevenção, diagnóstico e tratamento de enfermidades, telemedicina, wearables & IOT (paracmonitoramento de pacientes), relacionamento com pacientes, inteligência artificial e big data e farmacêutica e diagnóstico.

Levando em conta critérios como número de funcionários, visibilidade, investimento captado e faturamento, o Distrito classificou 10 empresas como as mais promissoras do mercado:  Sanar, Vitta, Dr. ConsultaMemedCMtecnologia, Magnamed, Labi, Consulta Já, Vittude e SIM.

OPINIÃO

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