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Aportes em startups brasileiras batem recorde e chegam a US$ 633 mi em janeiro (com empurrão da rodada do Nubank)

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As rodadas de investimento feitas em startups no Brasil bateram recorde em janeiro e chegaram a US$ 633 milhões em um total de 41 negócios, segundo dados do Inside Venture Capital, do Distrito.

Em termos de recursos aportados, o desempenho superou em 185% os US$ 221 milhões registrados no mesmo mês do ano passado – que já tinham sido um recorde para o mercado. Já no número de transações, foram 9 negócios a menos, ou 41 rodadas. O maior número de negócios ficou concentrado nos estágios pré-seed e seed, com 29 operações (15 e 14, respectivamente), que somaram US$ 8,9 milhões.  

O número de janeiro foi (muito) influenciado pela rodada de US$ 400 milhões do Nubank. Excluída essa megarodada, ainda assim teria havido crescimento. Mas em um ritmo bem mais lento: 5%. O mês também marcou o nascimento do mais novo unicórnio brasileiro, a varejista MadeiraMadeira, que recebeu uma rodada de série E de US$ 190 milhões.

Feitos impressionantes tendo em vista as incertezas do atual cenário e o fato de que em janeiro de 2020 estava tudo bem, todo mundo feliz, tudo em ordem no mundo (contém ironia).

As fintechs – como sempre – foram o segmento com maior volume e número de investimentos realizados: US$ 411 milhões, divididos em 8 aportes – ou US$ 11 milhões em 7 negócios excluindo o Nubank. Em seguida, ficaram as retailtechs, com US$ 197 milhões, em 3 aportes. O setor de TI foi o terceiro que recebeu mais investimentos: US$ 7 milhões, mas aqui só foi registrada uma operação, a rodada da Knewin feita pela Oria Capital.

M&A

Em termos de fusões e aquisições, o mês de janeiro se equiparou a tudo que o mercado movimentou em 2011. Foram 10 transações. Na lista estão a incorporação da Bcredi pela Creditas, a compra da Acordo Certo pela Boa Vista e da ConnectPlug pela Locaweb. Segundo o Distrito, o número registrado em janeiro segue a média dos últimos 8 trimestres, o que leva a crer que o total de operações de compra e venda de empresas pode ficar entre 30 e 40 no 1º trimestre. Em 2020, o Distrito mapeou 178 negócios, o dobro de 2019 e um recorde para a década.

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