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2021 foi sem precedentes para o mercado de venture capital no Brasil. O volume total de investimentos beirou os US$ 10 bilhões e 9 companhias ganharam o status de unicórnio. Mas como o ano já vai ficando no retrovisor, é hora de olhar para a frente e pensar no que vem por aí.

Não serão dias fáceis por conta da escalada da inflação global, da alta dos juros, da ameaça do novo surto da Covid e do nosso tão querido jogo político (blergh!). Mas a digitalização e a necessidade de tornar mais eficientes atividades ainda muito analógicas vão manter o interesse pelas startups e scaleups.  

A isso se somam outros dois fatores: os fundos estão capitalizados e são obrigados a alocar os recursos de seus investidores. Então não dá pra ficar parado esperando a vida melhorar. Além disso, existe a inércia criada pelas rodadas feitas em 2021. Quem levantou muito dinheiro ano passado vai precisar de ainda mais grana ao longo de 2022.

E são algumas dessas empresas que o Startups listou como candidatas a unicórnio para o próximo ano. A lista tem 7 nomes que estão perto de, ou podem passar de US$ 200 milhões captados no ano que vem. Um tanto a mais, um tanto a menos, essa quantidade de dinheiro costuma ser a marca que eleva as companhias ao panteão dos unicórnios – que tá virando tipo aquela área VIP que só tinha umas pessoas e agora está lotada.

Entre os nomes para 2022 estão, é claro, fintechs. Mas o mais interessante é ver 2 healthtechs e 2 edtechs, que podem se tornar as primeiras representantes destes segmentos a valer mais de US$ 1 bilhão. Fica faltando só o tão aguardado unicórnio de agro. Completa a lista uma companhia do mercado de mobilidade.

Os tamanhos dos cheques e a velocidade das rodadas de todas elas vai depender do agravamento, ou da melhora do cenário macro. E se as coisas caminharem bem, ou não tão mal, dá para esperar mais uns 2 ou 3 nomes que ainda estão fora do radar para o curto prazo. Mas isso é assunto para uma outra conversa.

The Magnificent Seven – versão unicórnio

Sem mais delongas, eis quem está às vésperas de receber a coroa de unicórnio:

Alice

O plano de saúde que quer ser uma gestora de saúde soma US$ 174,8 milhões captados desde a sua fundação, no começo de 2020. A série C, de US$ 127 milhões, foi a 2ª que ela fez no ano e também foi a mais alta de sua trajetória, o que deixa espaço para uma série D ainda mais vultosa em 2022.  

Beep

A Beep fez uma série B em abril na qual foi avaliada em R$ 670 milhões, algo na faixa dos US$ 120 milhões. Desde sua fundação, ela captou R$ 130 milhões, ou perto de US$ 23 milhões. Parece um “big stretch”, mas pela velocidade de crescimento e pela estrutura que a companhia está montando, faz sentido.  

Cora

O banco digital foi um dos que fizeram duas rodadas coladas em 2021. A série B, de US$ 116 milhões, chegou 4 meses depois da série A e foi 4 vezes maior. Isso colocou a fintech em um valuation na casa dos US$ 350 milhões. Na série C, em 2022, isso tende a pelo menos triplicar.

Descomplica

A Descomplica chegou à sua série E em fevereiro somando US$ 130 milhões captados. Na próxima rodada, trazendo pelo menos US$ 100 milhões para o caixa – o que não deve ser impossível tendo em vista o perfil de investidores que ela tem – o valuation deve passar de US$ 1 bilhão e a companhia entra na próxima fila, a dos IPOs

Kovi

A locadora de veículos foi avaliada em quase US$ 500 milhões post money na rodada feita em agosto. “Ou seje”…

Neon

O banco digital já é, na prática, um unicórnio. Com a rodada de US$ 300 milhões, ele levantou um total de US$ 420 milhões. Uma captação em 2022 só viria para carimbar o status.

Trybe

A edtech foi avaliada em US$ 252 milhões na série B anunciada em outubro, na qual captou US$ 27 milhões, somando US$ 40 milhões levantados. Assim como a Beep, pode parecer uma “forçação de barra” falar em multiplicar o valuation por 5 na série C. Mas não é não.

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