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Não há dúvidas de que o festejado IPO do Nubank, realizado no fim de 2021, serviu como um portal para muitas operações de abertura de capital futuras na América Latina. Em dezembro, o banco digital chegou à bolsa nos EUA e no Brasil simultaneamente valendo US$ 41,5 bilhões, depois de levantar US$ 2,8 bi na oferta, com a ação a US$ 9. A coisa desandou um pouco nas últimas semanas e tem gente recomendando operar vendido na ação. Mas isso é assunto pra outra matéria.

Mais de 20 empresas apoiadas por capital de risco na região estão avaliadas em mais de US$ 500 milhões, segundo levantamento feito pelo PitchBook. Isso quer dizer que esse grupo não estaria muito distante de estrear no mercado de ações. Em 2021, a mediana de valuation das companhias que fizeram um IPO nos EUA ficou em US$ 630,8 milhões, segundo o PitchBook. “O valuation por si só não dá uma previsão se uma empresa está pronta para se tornar uma empresa pública, mas nenhuma dessas companhias estaria fora d´água no mercado de ações”, escreveu o PitchBook.

Os mercados mais fortes da região são Brasil e México, que abrigam 14 das 21 startups mais valiosas. Da lista, 9 são brasileiras, sendo que 8 são sediadas apenas em São Paulo, enquanto apenas uma, a MadeiraMadeira, tem sede em Curitiba. Ainda de acordo com a empresa de pesquisas, as candidatas se dividem nos setores de e-commerce (4), fintech (8), foodtech (2), games (1), mobtech (1), proptech (2) e logtech (3).

A SoftBank é a líder de investimentos nas startups mais valiosas da América Latina em 2021, apoiando 15 das 21 empresas. Ela fica à frente de nomes como Endeavor Catalyst, Tiger Global, QED Investors e DST Global.

Ao longo de 2021, fundos estrangeiros investiram mais de US$ 10 bilhões na América Latina. A região já conta com 41 unicórnios. O crescimento nas apostas na América Latina é resultado da crença de que o avanço no uso de dispositivos móveis e da inclusão financeira vão levar à expansão econômica da região, criando mercados gigantescos para as empresas de tecnologia, avalia o PitchBook.

É difícil dizer se alguma dessas empresas fará IPO ainda em 2022 por conta das condições do mercado, que estão derretendo o valor das ações nas últimas semanas, principalmente no setor de tecnologia. Mas é sempre bom saber em quem ficar de olho. Quem você acha que será a 1ª a estrear na bolsa? Faça as suas apostas!

Argentina:

Tiendanube (e-commerce) – US$ 3,1 bi

Ualá (fintech) – US$ 2,45 bi

Brasil:

CloudWalk (fintech) – US$ 2,15 bi

Creditas (fintech) – US$ 1,75 bi

Grupo Frete.com (Cargo X + Frete.com + FretePago) (logtech) – US$ 1,1 bi

Loft (proptech) – US$ 2,9 bi

Loggi (logtech) – US$ 2 bi

MadeiraMadeira (ecommerce) – mais de US$ 1 bi

Merama (marketplace) – US$ 1,2 bi

QuintoAndar (proptech) – US$ 5,1 bi

Wildlife Studios (games) – US$ 3 bi

Chile:

NotCo (foodtech) – US$ 1,5 bi

Colômbia:

Addi (fintech) – US$ 700 mi

Rappi (foodtech) – US$ 5,25 bi

Tul (supply chain) – US$ 800 mi

Equador:

Kushki (fintech) – US$ 600 mi

México:

Clara (fintech) – US$ 1 bi

Clip (fintech) – US$ 1,65 bi

Kavak (mobtech) – US$ 8,7 bi

Konfio (fintech) – US$ 1,3 bi

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