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Bom pra Crédito chega a R$ 1 bi em empréstimos e amplia leque de ofertas com “Crédito como Serviço”

Por Gustavo Brigatto, em 29 de junho de 2021

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Em meio ao cenário de inadimplência em alta e de concessão de crédito ainda retomando o fôlego, o marketplace de comparação de empréstimos Bom Pra Crédito (BPC) mantém uma perspectiva positiva para o mercado e está ampliando seu leque de produtos com duas novas ofertas: uma modalidade de crediário que pode ser oferecido como meio de pagamento por sites de comércio eletrônico e uma abertura para o mercado de capitais, com a possibilidade de gestoras colocarem fundos como FIDCs na plataforma.

Crediário, ou BNPL?

O crediário será oferecido por meio de plataformas de e-commerce como a VTEX. A ideia é que, ao escolher essa forma de pagamento no carrinho, o comprador receba ofertas de crédito para concluí-la. Segundo Ricardo Kalichsztein, fundador da BPC, a ideia é que a integração seja simples e rápida para os lojistas.

O crédito direto ao consumidor para compras é um assunto quente no momento sob um nome chique: o Buy Now Pay Later, ou BNPL. “Vamos recuperar essa modalidade que nasceu no Brasil mas que andava meio esquecida. Muita gente não tem cartão para compras pela internet e mesmo quem tem às vezes não quer comprometer o limite como a compra de um móvel ou de uma geladeira”, diz.

Investidores

No lado das gestoras, a ideia é que elas coloquem seus fundos como opção para concessão de crédito assim como outras instituições. O acesso a esses recursos, no entanto, não é feita diretamente aos consumidores. As ofertas saem em nome da BMP Money Plus, Sociedade de Crédito Direto (SCD) parceria da fintech, dentro dos perfis de risco e de público definidos pelas gestoras.

Segundo Ricardo, já são 4 casas operando neste modelo. “A rentabilidade é muito boa. E o mercado de capitais tem procurado alternativas em termos de diversificação de portfólio”, diz.

Crédito como Serviço

As novidades vêm na esteira de uma nova frente de atuação desenvolvida pela BPC a partir de 2019, o chamado Crédito como Serviço. A ideia é oferecer o conhecimento e as tecnologias que a companhia desenvolveu desde sua fundação, em 2013, para outros players do mercado.

Nesse formato, a fintech fica responsável por todo o processo de desenho do produto de crédito, análise de risco e também gestão da carteira, o que reduz o risco do parceiro. “Temos muita informação alternativa que serve para conceder crédito com ótima qualidade”, diz Ricardo Kalichsztein, fundador da BPC.

Segundo ele, varejistas e até mesmo instituições financeiras que não tinham o produto de empréstimo aos consumidores têm procurado essa oferta. “Conseguimos dar entre 15% e 16% de retorno [TIR] descontando taxas de originação e de gestão de inadimplência”, diz. No modelo de negócio da companhia, a sua remuneração é diluída no tempo, e ela só recebe se quem contratou o empréstimo paga em dia.

Desde que o modelo de crédito como serviço entrou em operação, foram R$ 300 milhões concedidos, o que representou 70% de tudo que a companhia gerou no período. Segundo Ricardo, a nova operação tem crescido de forma acelerada e ajudou a companhia a chegar à marca de R$ 1 bilhão em créditos concedidos.

Planos adiados

O número é significativo, mas aquém do que a própria companhia planeja estar antes da pandemia.

Em setembro de 2019, quando recebeu um aporte de R$ 35 milhões da Globo – no modelo de media for equity – Ricardo apresentou planos de chegar a R$ 10 bilhões em créditos concedidos a 22 milhões de pessoas em 2022.

Com o modo sobrevivência ativado em 2020, a companhia se focou em melhoras internas e na busca por eficiência, o que atrasou o lançamento dos novos produtos, que estão sendo apresentados só agora, e também os planos de crescimento. Segundo Ricardo, o valor total de créditos concedidos, R$ 10 bilhões, está mantido. Mas a marca só deve ser alcançada em 2024.

Atualmente a Bom Pra Crédito tem 8 milhões de clientes e oferece empréstimos de 30 instituições como Banco do Brasil e também fintechs como Creditas e No Verde.

Desde sua fundação ela captou quase R$ 65 milhões. Além da Globo, ela tem como sócios a Astella e a Innova Capital. Perguntado se o modelo de media for equity  com a Globo rendeu os resultados esperados, Ricardo disse que a companhia não permite que essas informações sejam divulgadas.

Segundo ele, não há necessidade de uma nova captação por enquanto porque a companhia tem números positivos. “Temos crescido melhorando os economics e esticando nosso poder de autofinanciamento”, diz. De acordo com ele, a companhia tem conseguindo mais que dobrar a receita nos primeiros 6 meses de 2021. Em 2020, o crescimento foi de 50%, metade dos 100% que vinham sendo registrados em anos anteriores, mas ainda bem acima do mercado de crédito como um todo, que avançou 15%.

Jornalista com mais de 15 anos de experiência acompanhando os mundos da tecnologia e da inovação, com passagens pelo DCI, Sebrae-SP, IT Mídia e Valor Econômico. Fundador e Editor-Chefe do Startups.com.br.