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BREAKING: Creditas compra a Volanty para reforçar atuação no segmento de veículos

Operação foi fechada no começo do mês e reforça o Creditas Auto, negócio de compra e venda de veículos lançado oficialmente em maio

Por Gustavo Brigatto, em 26 de julho de 2021

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A Creditas fechou, no começo do mês a compra da Volanty. Com a operação, a companhia reforça o Creditas Auto, negócio de compra e venda de veículos em que já vinha investindo há 2 anos e que foi lançado oficialmente em maio. O Startups apurou que os fundadores da startup ficarão na operação para cumprir earn out e a marca da companhia será mantida por enquanto.

O Neofeed já tinha cantado a bola de que um acordo entre as companhias estava próximo. Mas hoje, na divulgação de seu balanço do 2º trimestre, a Creditas trouxe a informação como um dos destaques do seu desempenho entre abril e junho – junto com a compra da Minuto Seguros e o investimento na montadora de motos elétricas Voltz.

O valor da compra da Volanty não foi revelado, mas segundo fontes, o negócio não teria envolvido dinheiro, mas troca de ações já que as duas companhias compartilham investidores em comum, como SoftBank e Kaszek.

Em resposta a pedido do Startups, a assessoria de imprensa da Creditas emitiu um breve comunicado reforçando que o objetivo da operação era “acelerar e fortalecer a plataforma tecnológica” da Creditas Auto e que a marca Volanty permanece, assim como sua liderança e time de colaboradores, “que foram integrados ao time da Creditas após a transação”.

Nascida em 2017, a Volanty tem uma operação parecida com o que foi montado pela Creditas, com centros de atendimento onde são expostos os carros a serem vendidos. São 7 em são Paulo e no Rio.

A companhia levantou US$ 23,4 milhões em recursos em 3 rodadas feitas entre 2017 e 2019. A lista contou com nomes de 1ª linha como Monashees, Canary, SoftBank e Kaszek.

A Volanty sofreu um baque forte em sua operação por conta da pandemia – apesar de, mesmo antes, já vir demonstrando sinais de dificuldade para escalar seu modelo. Some-se a isso o fato de a Kavak, o unicórnio mexicano da venda de carros usados, que tem um forte componente de fintech, ter começado a montar sua operação no Brasil no 2º semestre do ano passado (eu achava que eles é que iam acabar comprando a Volanty como uma forma de impulsionar seu desembarque por aqui). Sempre bom lembrar que Kavak e Creditas compartilham a SoftBank como investidor em comum.

A Creditas, que atuava no mercado de carros com a oferta de crédito com garantia, dobrou a aposta no segmento com o Creditas Auto. Na semana passada, a companhia anunciou a compra da Minuto Seguros, abrindo sua 4ª vertical de atuação.

Balanço do 2º trimestre

Entre abril e junho a fintech mais que dobrou seu portfólio de crédito, chegando passando dos R$ 2 bilhões. O número é mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado, quando a companhia tinha R$ 915 milhões. No 2º trimestre, foram R$ 612,8 milhões originados em novos empréstimos. Ano passado, na mesma época, foram R$ 95,6 milhões. Com o aumento no volume, a companhia ampliou sua receita em quase 140%, para R$ 170,1 milhões.

A margem de contribuição – ou a receita descontada do custo de funding, de serviço, provisões e impostos) aumentou 13 pontos percentuais para 58,1%, resultado do forte de performance de crédito de uma alavancagem um pouco menor. Na última linha, o prejuízo dobrou, para R$ 70 milhões. Mas como a receita cresceu mais rápido, a relação entre receita e prejuízo caiu de 54,1% negativo no 2º semestre de 2020 para 41,2% negativo agora.

Jornalista com mais de 15 anos de experiência acompanhando os mundos da tecnologia e da inovação, com passagens pelo DCI, Sebrae-SP, IT Mídia e Valor Econômico. Fundador e Editor-Chefe do Startups.com.br.