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A Omie acaba de fechar a compra do banco digital para pequenas empresas Linker, por R$ 120 milhões – pagos em dinheiro e ações da Omie. Essa é a 3ª aquisição da companhia em menos de 3 meses, e a 4ª desde sua fundação em 2013. A operação chega para ampliar a oferta de serviços financeiros da Omie, com opções de conta digital, cartão de crédito e gestão de cobrança. Pelo acordo, a Omie incorpora 100% do capital social da fintech que tinha como investidores Darwin Capital, Marcelo Sampaio (fundador da Hashdex), Roberto Nishikawa (ex-Itaú-Unibanco), family offices e outros investidores pessoa física. O 1º aporte levantado pela fintech, de R$ 12 milhões, foi anunciado em dezembro/2020.

“Sempre acreditamos que serviços financeiros e software de gestão estão em uma trajetória de convergência e que o ERP é o novo internet banking”, disse Marcelo Lombardo, cofundador e diretor-executivo da Omie, em comunicado.

Fundada em 2019 por David Mourão, Ingrid Barth e Daniel Benevides, a Linker atende mais de 30 mil pequenas e médias empresas e possui parcerias com mais de 100 escritórios de contabilidade, seu principal canal de distribuição para chegar nas empresas. Entre julho de 2020 e junho de 2021, o volume transacionado na plataforma da fintech cresceu 15 vezes, com o 2º trimestre movimentando 70% mais que o 1º. Já o volume movimentado no cartão de crédito aumentou 4 vezes em 2021, enquanto a função de pagamento de conta cresceu 70% desde janeiro. Para o banco digital, a integração à Omie surge como uma oportunidade de expandir e fidelizar a base de clientes de conta corrente e serviços financeiros. A operação e os colaboradores do Linker serão totalmente incorporados pela Omie, mas a marca será mantida.

A operação foi fechada depois do aporte de R$ 580 milhões recebido pela Omie em agosto. A série C foi liderada pelo SoftBank e contou com a participação de Riverwood, Dynamo, Velt, Bogari Capital, Hix Capital e Brasil Capital. No fim de outubro, a Omie anunciou uma extensão da rodada, com um cheque adicional da chinesa Tencent, de valor não revelado.

A participação do grupo chinês, que é mais conhecido por seus serviços para consumidores – como os aplicativos WeChat e QQ – se insere no contexto dos serviços financeiros e criação de comunidade. Aqui no Brasil, por exemplo, a Tencent é investidora do Nubank.

A Omie nasceu em 2013 como uma alternativa de sistema de gestão para pequenas empresas, mas vem evoluindo seu modelo para incluir também a oferta de serviços financeiros. Além de ferramentas como antecipação de recebíveis, ela fechou uma parceria com o Itaú para oferecer sua plataforma a 1,5 milhão de clientes PJ do banco. Agora é saber se a relação vai azedar, ou se os dois serão bons frenemies.

Tradicionalmente desatendidas pelos bancos, as pequenas e médias empresas se tornaram um público atraente para as fintechs. Além de Linker, Conta Simples, Cora, e até o BTG têm lançado iniciativas para atrair esse público.

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