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BREAKING: Trocafone entra com pedido de IPO na B3

Receita líquida da companhia foi de R$ 199 mi em 2020, o que equivale a pouco menos de 10% do que o mercado de celulares usados movimentou

Por Gustavo Brigatto, em 2 de junho de 2021

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A empresa de compra e venda de celulares usados Trocafone entrou com pedido de IPO na B3. O prospecto preliminar foi publicado agora pouco e, como normalmente acontece, não traz detalhes sobre o valor a ser captado. O material também não indica quem serão os acionistas vendedores. Seu capital social é formado por 90.550.008 de ações.

A companhia criada em 2014 pelos argentinos Guillermo Freire e Guillermo Arslanian, tem entre seus investidores o Meli Fund (do Mercado Livre), a Barn Investimentos, FJ Labs, Wayra e a SoftBank (que assumiu uma participação na companhia depois da incorporação da operação brasileira da Brighstar, o negócio criado por Marcelo Claure e comprado pelo grupo japonês em 2013 e revendido em 2020). Desde sua criação, a companhia levantou US$ 62,4 milhões, segundo o Crunchbase. A rodada mais recente, de US$ 30 milhões, aconteceu ano passado e foi antecipada pelo Startups.

O IPO tem como coordenador-lider o Itaú BBA, que liderou a captação da rodada feita em 2020. Também participam da oferta o BTG Pactual, Goldman Sachs e UBS BB.

A operação da Trocafone

Em 2020, a companhia teve uma receita líquida de R$ 199 milhões, o que equivale a pouco menos de 10% do que o mercado de celulares usados movimentou no Brasil no ano – R$ 2,2 bilhões. A expectativa é que esse mercado chegue a R$ 5 bilhões em 2024.

No 1º trimestre, a receita líquida subiu 16,3% para R$ 50,6 milhões, com o lucro de R$ 1,13 milhões apurado no mesmo período do ano passado sendo revertido para um prejuízo de R$ 4 milhões. “As restrições causadas pela pandemia afetaram os resultados de
2020 e do primeiro trimestre de 2021, limitando o acesso aos nossos 19 quiosques, localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e
Bahia, além de também limitar o acesso às lojas dos nossos parceiros varejistas”, informou a companhia.

O funil de vendas da Trocafone é abastecido por aparelhos vendidos diretamente por consumidores, mas também pela operação de programas de troca de grandes varejistas e marcas como Samsung, Vivo e Magalu. “Contamos com múltiplos canais de venda, como nosso próprio website (62% das vendas em 2020),quiosques em shopping centers (19 quiosques e 21% da receita em 2020), marketplaces de terceiros (como marketplaces da B2C, Amazon e Mercado Livre; 12% das vendas em 2020) e marketplace próprio (3P), lançado em maio de 2021 para permitir que terceiros vendam em nosso site, favorecendo a monetização e aumento de tráfego”, escreveu a companhia no prospecto.

No prospecto, a companhia destaca que seu modelo de um alto grau de recorrência, com 43% da receita bruta vindo de pessoas que compraram 1 aparelho nos últimos 2 anos no fim de 2020. Em 2017, o percentual era de 29%. A companhia também avalia ter construído “um modelo de negócios único e escalável que impõem barreiras de entrada consideráveis a possíveis concorrentes”.

 

 

Jornalista com mais de 15 anos de experiência acompanhando os mundos da tecnologia e da inovação, com passagens pelo DCI, Sebrae-SP, IT Mídia e Valor Econômico. Fundador e Editor-Chefe do Startups.com.br.

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