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Bom dia,

Se você abriu esse e-mail com uma sensação de déja vú da semana passada, você não está errado/errada não. Mais uma semana, mais um unicórnio.

Dessa vez, é a CloudWalk. A dona das maquininhas de cartão Infinite Pay – que não figurava nas listas de candidatas a unicórnios – atingiu o status com uma rodada de US$ 150 milhões. O aporte foi o 2º da companhia no ano, depois de ela já ter levantado US$ 190 milhões. Na rodada, ela foi avaliada em mais de US$ 2 bilhões, que é quase o valor de duas de suas concorrentes, a Cielo e a Getnet, somadas.

Santa liquidez!

Boa leitura e boa semana.

Gustavo, Fabiana e Gabriela 


Semana de 15 a 21 de Novembro

RODADAS DE INVESTIMENTO

  • Novo unicórnio na área. A CloudWalk, dona das máquinas InfinitePay, acaba de atingir uma marca importante. Em sua 2ª captação no ano, a fintech atingiu o status de unicórnio sendo avaliada em US$ 2,15 bilhões. Não bastasse a “promoção” ao panteão do mundo das startups, o valor é simbólico para a companhia. Neste patamar ela já vale quase o mesmo que dois de seus principais concorrentes: a Cielo e a Getnet. Ainda falta bastante para chegar perto de Stone e PagSeguro (que estão na faixa de US$ 9 bilhões e US$ 11 bilhões, respectivamente), mas pode ser uma questão de tempo. “Estamos no retrovisor”, diz Luis Silva, cofundador e presidente da CloudWalk. A série C de US$ 150 milhões que colocou a empresa no atual patamar teve uma composição parecida com a série B, de US$ 190 milhões em maio, sendo liderada pela Coatue e com participação da DST, The Hive Brazil e Valor Capital. A-Star e Plug and Play Ventures também entraram. O investidor anjo Gokul Rajaram e os jogadores de futebol americano Larry Fitzgerald e Kelvin Beachum (vai entender) participaram. O Financial Technology Partners (FT Partners) atuou como consultor estratégico e financeiro exclusivo da CloudWalk;
  • A fintech de pagamentos Plug Pagamentos, criada em 2020 por Alex Vilhena, Marcel Nicolay e Thiago Garuti, levantou uma rodada seed de US$ 2,7 milhões. O aporte foi liderado pelo fundo Costanoa Ventures e contou com a participação do Fontes, recém-lançado braço de early stage do QED. Também entraram a Norte Ventures e o Latitud – do qual Alex participou na 1ª turma. A fintech já tinha levantado uma rodada pré-seed com investidores anjo e tinha vendido uma fatia de 7% para a Y Combinator quando participou do programa de aceleração no começo do ano;
  • Novo unicórnio! A empresa norte-americana de blockchain ConsenSys levantou US$ 200 milhões em uma rodada de investimentos com o fundo Third Point, Coinbase Ventures, a empresa Animoca e o banco HSBC. A operação elevou o valor de mercado da empresa para a casa dos US$ 3,2 bilhões; 
  • A healthtech The Man’s engordou o caixa depois de receber R$ 5,6 milhões da brandtech Adventures e do fundo Neuron Ventures, da farmacêutica Eurofarma. Voltada para a saúde e bem-estar masculinos, a startup usará o dinheiro da rodada seed para expandir o portfólio de produtos, com soluções voltadas para disfunção erétil e saúde mental;
  • Com o Procon no seu pescoço por conta do alto volume de reclamações, a Facily ficou mais próxima de virar unicórnio, graças ao aporte de US$ 250 milhões em sua 4ª rodada de financiamento. A operação foi liderada pelas empresas DX Ventures e Delivery Hero, com participação da Citius. A startup comandada por Diego Dzodan já levantou outros US$ 116 milhões em 3 rodadas nos últimos 12 meses, e pretende usar os investimentos para melhorar a eficiência logística, expandir nacionalmente e acelerar as entregas dos pedidos feitos pela plataforma;
  • A startup de beleza e estética MedBeauty levantou R$ 100 milhões em debêntures, emissão de títulos de dívida. Os papéis foram comprados pela Galapagos Capital, gestora fundada em 2019 por Carlos Fonseca, ex-BTG Pactual e C6 Bank. Para fazer a emissão dos debêntures, a beautytech virou uma empresa tipo S/A e, na estruturação da oferta, foi avaliada em R$ 300 milhões. Para a Galapagos, a operação tem como garantia uma participação de 20% na MedBeauty.
  • A SafeSpace levantou R$ 11 milhões em rodada seed liderada pelo fundo ABSeed Ventures. É o 2º aporte recebido pela empresa e o maior obtido por uma startup comandada por mulheres no Brasil. A bolada será investida em produto, vendas e marketing, com o objetivo de estruturar a empresa para escalar;
  • A Sinquia injetou R$ 1,5 milhão na Cashway, empresa catarinense que opera com banking as a service. O investimento foi feito por meio do Torq Ventures, programa de corporate venture capital da Sinqia, lançado oficialmente em janeiro de 2021. O aporte representa uma fatia minoritária do negócio, para que a Sinquia reforce sua estratégia de BaaS e, ainda, se posicione no mercado de soluções para cooperativas de crédito;
  • Depois de um mês de captação, a MoReCo, proptech de construção modular por assinatura e on demand, superou o mínimo previsto e atingiu o aporte esperado de R$ 1,5 milhões em uma captação na Bloxs Investimentos. Com esse valor, a previsão é que a empresa cresça mais de 30%, tendo como projeção 943 assinaturas, o que representa R$ 36,3 milhões em ativo imobilizado (módulos) em valor de mercado e R$ 84 milhões de valores contratados. A expansão internacional deve acontecer nos próximos 24 meses. Além disso, com a captação, serão mais 37 unidades prontas, sendo 60 meses de contrato, mais de 33 milhões de ativos da empresa. Hoje, a MoReCo possui 44 unidades em locações, totalizando R$ 2,3 milhões de contratos já assinados;
  • A Weego recebeu um cheque de R$ 1 milhão na primeira rodada externa, liderada pela gestora DOMO Invest e também teve a participação de empresários investidores como Edgard Corona, fundador da Smart Fit, Paulo Silveira, do Grupo Alura, e Roberto Grosman, diretor de operações da edtech Descomplica;

FUSÕES E AQUISIÇÕES

  • Em 3ª aquisição em menos de 3 meses, e a 4ª, e mais cara, desde sua fundação em 2013, a Omie comprou o banco digital Linker por R$ 120 milhões. A operação chega para ampliar a oferta de serviços financeiros da Omie, com opções de conta digital, cartão de crédito e gestão de cobrança. Pelo acordo, a Omie incorpora 100% do capital social da fintech que tinha como investidores Darwin Capital, Marcelo Sampaio (fundador da Hashdex), Roberto Nishikawa (ex-Itaú-Unibanco), family offices e outros investidores pessoa física. O 1º aporte levantado pela fintech, de R$ 12 milhões, foi anunciado em dezembro/2020;
  • A plataforma TC (ex-TradersClub) adquiriu participações em 3 empresas: a gestora de private equity DXA, a fintech InvestAI e a plataforma de criptoativos CriptoHub. A estratégia é, além de diversificar os produtos, tentar reduzir a concentração de receitas em renda variável. As transações somam R$ 24 milhões em desembolso – sendo a grande parte (R$ 20 milhões) para a DXA, por 20% do negócio;
  • A StartSe, plataforma de educação voltada à nova economia, já apertou o play em sua estratégia de aquisições pós-rodada de captação de R$ 75 milhões. A empresa comprou 40% da Snaq, plataforma de inteligência e insights pertencente à Fisher Venture Builder. A ideia é que a plataforma seja a “house” de inteligência da StartSe, fornecendo análises aprofundadas por meio do mapeamento do ecossistema de inovação e de transformação dos mercados;
  • O Dragoneer Investment e a General Atlantic vão adquirir cerca de R﹩ 825 milhões em títulos conversíveis da Arco Educação.

MAIS CAPITAL

  • A BR Angels concluiu seu 4º batch de investimento com 50 novos associados e mais de R$ 20 milhões a serem investidos em startups. Com a conquista, a rede passa a contar com 200 associados e um total de R$ 65 milhões disponíveis para aportes. Agora, o foco é investir em fintechs, edtechs, insurtechs, HRtechs, healthtechs, SaaS e marketplaces em geral, com aportes de até R$ 5 milhões.
  • O Mercado Livre precificou seu follow-on em US$ 1.550 por ação, captando US$ 1,55 bilhão. Se o greenshoe for executado, o valor captado ainda pode aumentar em 15%.
  • A Paradigm, gestora fundada e dirigida pelo cofundador da Coinbase, Fred Ehrsam, lançou um fundo de US$ 2,5 bilhões para investir em empresas na área de crypto. O valor foi bem maior que a meta original, de US$ 1,5 bilhão e supera os US$ 2,2 bilhões que a Andreessen Horowitz anunciou no começo do ano.  
  • O BNDES está dando à luz um novo membro da família Criatec, cujos fundos aplicaram quase meio bilhão em dezenas de start-ups nos últimos 14 anos e tiveram papel seminal na indústria brasileira de capital de risco. O banco acaba de iniciar o processo de escolha do gestor que ficará à frente do veículo, que será o maior até agora, com patrimônio entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões. No próprio nome, o fundo ressalta sua afinidade com o zeitgeist aspiracional do mercado de capitais hoje: Criatec 4 ASG, a sigla para boas práticas ambientais, sociais e de governança — o famoso ESG, em inglês.

DE-SPAC

  • Menos de 1 ano depois de ser criado, o SPAC Alpha Capital concluiu sua missão de encontrar um alvo para aquisição e se fundiu com a Semantix. Com a operação, a companhia chegará à Nasdaq no 1º trimestre (é, o processo é bem burocrático) com um valor de mercado próximo a US$ 1 bilhão – sendo US$ 693 bilhões de valor de mercado da empresa e US$ 324 milhões referentes ao caixa injetado para concluir a operação. Do valor do caixa, US$ 230 milhões são da Alpha Capital, provenientes de sua oferta de ações em fevereiro/21.

O QUE O NUBANK FEZ NA SEMANA?

  • O Nubank, em parceria com a Creditas, passa a oferecer empréstimo com garantia de veículo a partir de seu aplicativo. O produto é fruto do acordo anunciado pelas empresas em setembro – que envolveu a possibilidade de o Nubanl comprar 7% da fintech de crédito; 
  • O neobank comprou uma cota de patrocínio para a Copa do Mundo do Qatar no ano que vem, válida para a América do Sul. “Contribuiremos para tornar a celebração ainda mais extraordinária para todos, com iniciativas estimulantes que farão com que todo mundo se junte para viver a emoção que só uma Copa do Mundo da FIFA pode trazer. No Nubank, fazemos as coisas de maneira diferente, e isso não será uma exceção. O nosso objetivo é que, em todos os cantos da América do Sul, as pessoas sintam e vivam a emoção da Copa do Mundo da FIFA”, disse Arturo Núñez, diretor de marketing do Nubank. O torneio acontecerá entre 22 de novembro e 18 de dezembro;
  • A compra da Olivia foi confirmada;

CRIPTO NA EDUCAÇÃO

  • A Educbank anuncia a inclusão do bitcoin e do ethereum como meios de pagamento em sua rede de escolas parceiras. A oferta já está disponível para 60 escolas privadas de educação básica. Além das criptomoedas, a fintech também passa a oferecer a possibilidade de uso de cartão de crédito em sua rede. Nos próximos 2 anos, a empresa quer direcionar mais de R$ 1 bilhão para apoiar financeiramente escolas em todo o país. 

HASTA LA VISTA, EUA

  • O neobank alemão N26, que planeja estrear oficialmente no Brasil no começo de 2022, anunciou sua saída dos EUA. Ela desembarcou por lá em 2019. Os 500 mil clientes da fintech no país poderão usar o serviço até dia 11 de janeiro/22. Ano passado a fintech já tinha saído do Reino Unido, citando como motivo a saída do país da União Europeia.

DANÇA DAS CADEIRAS

  • O Nubank anunciou Helena Bertho como head global de Diversidade e Inclusão. Antes do banco digital, a executiva integrou o time da L’Oréal, responsável pelas áreas de comunicação, sustentabilidade e diversidade. No “roxinho”, ela entra para desenvolver a estratégia de inclusão  alinhada ao momento de expansão global da fintech às vésperas da abertura de capital;
  • Luiz Tamashiro agora faz parte da Pontte, fintech especializada em home equity da Mauá Capital, como diretor de operações. Ex-Itaú e Citi, ele também tem passagens como gerente de produtos na Visa, Orbitall e Credicard.

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