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Boa tarde,

No mês de junho o CODEX esteve aberto para não assinantes por oferecimento do BVA Advogados, que apoia esta newsletter. Bom, unho passou e agora, o conteúdo voltou a ser exclusivo dos assinantes do Startups. Valeu por apoiar este louco empreendimento nesta indústria tão vital.

Indústria, aliás, que fez das suas na semana passada. Por oferecimento da SoftBank, um novo unicórnio nasceu no Brasil: o Mercado Bitcoin. O cheque da gestora, de foi de US$ 200 milhões e avaliou a exchange em US$ 2,2 bilhões. Detalhe. No balanço da G2D, que investiu no negócio em janeiro, o valor era algumas dezenas de vezes menor que isso (R$ 389 milhões).

Em outro lance, também Powered by SoftBank – mas com a participação de outros investidores também -, o Gympass levantou mais US$ 220 milhões, avaliado em US$ 2,2 bilhões. O dobro da captação anterior. Tá bom então.

Boa leitura e boa semana.

Gustavo Brigatto
Fundador e Editor-Chefe


SEMANA DE 28 DE JUNHO a 4 de JULHO

RODADAS DE INVESTIMENTO

  • O Mercado Bitcoin se tornou o mais novo unicórnio brasileiro e o 2º unicórnio do mundo de cripto da América Latina (depois da Bitso) com uma rodada de US$ 200 milhões feita pela SoftBank. Com a série B, a companhia passou a valer US$ 2,1 bilhões. O montante representa uma valorização de 26 vezes em relação ao valuation que estava no balanço da G2D, a empresa de investimento em empresas de tecnologia da GP Investments, antes da rodada (R$ 389 milhões). Em comunicado, a G2D disse que seu investimento original no Mercado Bitcoin, de R$ 13,6 milhões, por 3,5%, realizado em janeiro, atingiu uma valorização de 19 vezes, chegando a mais de R$ 240 milhões. A tese é de criar o Coinbase da América Latina no momento em que o interesse por criptoativos cresce de forma acelerada;
  • Pouco mais de 1 anos depois de fazer mudanças em seu modelo de negócios mais uma vez e fazer um corte significativo em sua equipe em resposta à pandemia, o Gympass levantou uma rodada de US$ 220 milhões, passando valer US$ 2,2 bilhões. A série E foi liderada pela SoftBank e contou com a participação de General Atlantic, Moore Strategic Ventures, Kaszek e Valor Capital Group, que já investiam na companhia.
  • A GoApp, marketplace que reúne pet shops no estilo Rappi e iFood, recebeu um aporte de R$ 1,7 milhão em uma rodada liderada pela GVAngels. Também participaram Equity Rio, o MIT Alumni Angels, o Garan Ventures e o Cacao Capital (fundo early stage da América Central). As entregas dos produtos podem ser feitas no mesmo dia e de forma gratuita em mais de 150 cidades;
  • A Sellbie, plataforma de omnichannel de marketing e vendas, recebeu uma rodada de R$ 1,5 milhão da KPTL por meio do fundo Criatec 3;
  • A Anthor, denominada como ‘aplicativo de mão de obra flexível’, finalizou uma captação de R$ 7 milhões que contou com a participação da Involves, ZFM, CWB Angels, Goodz Capital, além de Amancio Sampaio, CHP e Monte Carmelo;
  • A recém-criada, Loopi, um aplicativo de vídeos curtos para vendas pela internet, anunciou uma rodada seed de US$ 5 milhões liderada pela Monashees que contou com a participação da Canary, ONEVC, do Global Founders Capital, dos fundadores da Rappi e de Hans Tung, da GGV Capital. A companhia foi criada por Ricardo Bechara, que tocou a operação do Rappi no Brasil, Cesário Martins, fundador da ClickBus e por Felipe Brasileiro, cofundador da Parafuzo;
  • A Livance, uma espécie de WeWork para consultórios, recebeu uma rodada de R$ 30 milhões. O investimento foi liderado pela Cadonau Investimentos e pela Astella, que já eram sócias. Também participaram a Terracotta Ventures, Green Rock e Mago Capital. Até então, a empresa havia recebido R$ 20 milhões em investimentos.;
  • A Cignifi, empresa americana que no combate à fraude, recebeu um aporte de US$ 1 milhão em rodada que contou com a participação da LeapFrog Investments, Flourish Ventures, BR Angels e Gávea Angels.

FUSÕES E AQUISIÇÕES

  • A Loft investiu uma parte dos US$ 525 milhões que captou em sua série D para comprar a fintech CredPago, que oferece garantia para quem quer alugar um imóvel. A companhia tem 123 mil contratos e R$ 40 bilhões sob gestão. A operação não teve o valor total divulgado, mas o BTG informou que fez R$ 1,4 bilhão pela venda dos 49% de participação que tinha no negócio.  Conta de padeiro, isso significa que a CredPago foi avaliada em R$ 2,85 bilhões no negócio. A compra será paga parte em dinheiro e parte em ações da proptech, que agora vira uma propfintech, na real, né. E advinha que banco certamente terá papel de coordenador no IPO que a Loft pretende fazer em algum momento (entre 2022 e 2023)???
  • A Movile comprou a participação remanescente de investidores como Darwin Capital e Qualcomm Ventures na Zoop por R$ 170 milhões e concretizou o path to control da fintech. Ano passado a Movile já tinha colocado R$ 60 milhões para ampliar sua participação na companhia. Na época o Startups apurou que a Zoop foi avaliada em R$ 400 milhões. Em comunicado, a Darwin anunciou que a venda da participação representou um valuation de saída 70x maior que o de entrada e um retorno do investimento de 20x o capital inicial após 6,5 anos do 1º aporte.;
  • O banco americano JP Morgan comprou uma fatia de 40% no banco digital C6. O Estadão deu que a operação custou R$ 10 bilhões, e deu ao banco fundado por ex-sócios do BTG um valor de mercado de R$ 25 bilhões, segundo relatório do BTG. O aporte chega 1 ano depois de o Credit Suisse ter levado uma fatia de 35% no Modalmais e esquenta a disputa pelo varejo brasileiro – justamente o segmento que foi abandonado pelos bancos estrangeiros um tempo atrás devido à alta regulação e à dificuldade de crescimento com o modelo baseado na abertura de agências. Nos EUA, o JP Morgan anunciou a compra da OpenInvest, a 3ª fintech comprada por ele desde deembro;
  • Em uma operação que surpreendeu o mercado a americana Etsy comprou seu copycat brasileiro, a Elo7. O tamanho da operação também chamou a atenção: US$ 217 milhões. Em 13 anos de vida, o Elo7 levantou US$ 18 milhões em 3 rodadas de investimento. A mais recente tinha sido em 2014, quando captou US$ 11 milhões em série C feita pelo Insight Partners, Accel Partners e a brasileira Monashees. Além da compra da Elo7, a Etsy anunciou na semana contratações no México para a estruturação de sua operação no país.;
  • A CI&T comprou a Dextra, empresa de serviços de transformação digital que pertencia à Mutant.  O valor da operação não foi dovulgado. Com a incorporação, a nova empresa chega a uma receita de R$ 1,4 bilhão e mais próximo de um IPO nos EUA, inclusive com coordenadores da oferta já mandatados, segundo o Brazil Journal.
  • A Linx, que está em processo de integração com a Stone, comprou, por R$ 7 milhões, uma fatia de 40% na Neomode,  que desenvolve uma plataforma de comércio eletrônico para marcas. A companhia faz parte do portfólio da KPTL e deve ter receita de R$ 7,5 milhões em 2021 – o que dá à operação um múltiplo de 2,3x receita. A operação precisa ser aprovada pelo CADE.
  • Menos de 1 mês depois de receber uma rodada de R$ 17 milhões, a Tractian anunciou a compra de uma fatia significativa da Revista Manutenção, voltada a profissionais e estudantes da área de manutenção de máquinas. O valor da operação não foi revelado. No mercado desde 2016, a publicação digital tem uma equipe de 7 pessoas e uma audiência de 15 mil visualizações por mês. No LinkedIn, são 177 mil seguidores no perfil. A operação será mantida de forma independente e o controle será compartilhado.

NOVOS FUNDOS

  • A Credz (fintech que leva para mais de 550 redes varejistas soluções financeiras, tecnológicas e de marketing para incrementar vendas, atrair e fidelizar os consumidores de classes emergentes via emissão de cartões private label com bandeira Visa) concluiu a captação da 5ª série de R$ 240 milhões por meio de Fundo de Investimento em Direito Creditório (FIDC) sendo R$ 180 milhões em cotas sênior e R$ 60 milhões em cotas mezanino, com procura de 2 vezes o valor ofertado. XP Investimentos e BV atuaram na estruturação e distribuição do fundo com prazo de pagamento de 36 meses;
  • O Pravaler, plataforma de soluções financeiras para educação, levantou R$ 20 milhões em uma emissão de debêntures rotuladas como Título Social (Social Bond) baseado no Social Bond Principles (SBP), voltado a formas de investimentos destinados exclusivamente ao enfrentamento de questões sociais. O dinheiro será usado para escalar um produto lançado em março: o financiamento de cursos de curta duração às classes menos favorecidas. Nele, os cursos profissionalizantes podem ser financiados integralmente e parcelados em até 48 meses. A expectativa é liberar R$ 1 bilhão até 2025, aumentando a escala de atuação da empresa neste novo mercado, como parte do seu objetivo de beneficiar 1 milhão de alunos;

IPOs

  • O aplicativo de idiomas Duolingo entrou com pedido de IPO na Nasdaq. Kleiner Perkins, Union Square Ventures e o fundo CapitalG, da Alphabet (dona do Google) estão entre os principais investidores. Em rodada de série H feita no fim do ano passado, a companhia foi avaliada em US$ 2,4 bilhões – US$ 1 bilhão a mais que o valor da rodada anterior;
  • A Multilaser definiu a faixa indicativa do seu IPO: entre R$ 10,80 e R$ 13. Considerando um preço-médio de R$ 11,90, a companhia pode levantar R$ 2 bilhões;
  • A Didi, dona da 99, fez sua listagem na NYSE levantando US$ 4,4 bilhões e valendo US$ 67 bilhões. As ações fecharam em alta logo após a abertura, mas depois entraram em trajetória de queda por conta da pressão dos reguladores chineses sobre a companhia. A ordem, aliás, é que o aplicativo seja tirado das lojas de aplicativos locais. O IPO teve como principal mote a expansão internacional das operações, mas a China ainda representa mais de 90% dos negócios da companhia, o que pode ser um problema.
  • O Nubank já está passando o chapéu para escolher os bancos que vão fazer o seu IPO. A previsão é que os nomes sejam escolhidos ainda neste mês, segundo o Broadcast+. A reportagem apurou que o neobank está sendo exigente na escolha. Amanhã o Nubank fará um evento às 10h para anunciar novidades. O encontro estava inicialmente programado para a semana passada mas foi adiado porque, segundo a companhia, o interesse foi muito alto e ela queria preparar melhor sua estrutura para suportar os acessos. Coincidentemente no mesmo dia que o lançamento ia acontecer, a Magalu anunciou seu desembarque no Rio, tendo a cantora Anitta como garota propaganda. O Nubank tinha falado que ela participaria do evento na semana passada. Mas não fala nada sobre amanhã.

NOVO CD

  • A Shopper inaugurou seu novo centro de distribuição. A unidade em Osasco, região metropolitana de São Paulo, vai ampliar em 150% a capacidade da companhia, abastecendo 20 municípios próximos atendidos por ela. A ampliação da estrutura faz parte do plano da startup para os R$ 120 milhões que ela captou em uma série B anunciada em maio.

NOVA MARCA

  • A Mark 2 Market, companhia que quer competir com a B3 como opção de bolsa de valores no Brasil, mudou de nome. A companhia agora se chama Laqus (???????). “Laqus foi inspirado no conceito e palavra “lago”, representando um ambiente cheio de vida, dinâmico, fluido, que sempre se renova. No dia a dia, a integração de soluções propicia a todos os participantes desse ambiente mais inteligência e agilidade como resultado do uso da tecnologia. Já para os emissores, é a democratização de acesso ao mercado de capitais, e por fim, os investidores são contemplados”, justificou a companhia em comunicado. Com mais de 30 mil operações financeiras que somam cerca de R$ 310 bilhões sob gestão em suas plataformas, a Laqus projeta que esse volume salte para R$ 1 trilhão em um prazo de até 5 anos impulsionada pela homologação como Central Depositária para Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

MENOS INVESTIMENTO ANJO

  • Com o investimento em venture capital atingindo níveis recordes no Brasil, parece um contra senso dizer que tem alguma coisa retraindo. Mas como todo grande número às vezes pode distorcer algumas realidades específicas, é justamente isso que tem acontecido. Segundo levantamento feito pela Anjos do Brasil, o volume de recursos aplicados por investidores anjo em startups encolheu 20% em 2020, ficando na casa dos R$ 800 milhões. Isso significa que o mercado voltou ao patamar de 2016, depois de ter passado de R$ 1 bilhão pela 1ª em 2019. Para 2021, a perspectiva é de um incremento de 15% nos investimentos. O percentual não é suficiente para recuperar a queda de 2020, mas se o cenário se mantive positivo o crescimento seja até maior, chegando a 20% ou mesmo 25%.

CASAMENTO EM FAMÍLIA?

  • Creditas e Volanty estariam costurando uma união comercial ou mesmo uma junção de suas operações, segundo o Neofeed. O movimento faria sentido na medida que a Creditas prevê investir pesado nesse mercado e a operação da Volanty ficaria espremida com ela de um lado e a Kavak de outro. Um negócio também não deve ter dificuldade em se costurado uma vez que As duas companhias têm a SoftBank como investidor em comum. As duas não. Na verdade as 3, já que a Kavak também é do portfólio da SoftBank. Enfim tudo em casa.

MARCA PRÓPRIA

  • Depois de virar um unicórnio e fazer sua 1ª aquisição, a MadeiraMadeira lançou sua marca própria de móveis, a CabeCasa. Já são mais de 400 itens disponíveis, para todos os ambientes e estilos. Os produtos têm garantia de 2 anos. A criação de novas marcas no futuro não é descartada, porém, o foco agora é ampliar o portfólio da CabeCasa por meio de lançamentos mensais, que poderão ser encontrados tanto no site quanto nas mais de 40 guide shops espalhadas pelo Brasil.

CUBO+ANJOS DO BRASIL

  • Cubo e a Anjos do Brasil anunciaram uma parceria com 3 vertentes: a organização de investidores-anjos muda sua sede para o prédio do Cubo; o lançamento de um curso para empreendedores; e a presença das organizações nas regiões Norte e Nordeste será fortalecida.

TRILLION DOLLAR BABY

  • Lembra quando havia uma disputa para saber qual empresa seria a 1ª atingir um valor de mercado de US$ 1 trilhão? Pois é, deve ter sido na mesma época que unicórnios não apareciam toda semana. Pois então, na semana passada, o Facebook atingiu a marca de US$ 1 trilhão. O patamar foi alcançado depois de a companhia receber a notícia de que duas investigações do governo americano americano foram rejeitadas pela Justiça. A ver por quanto tempo o status será mantido uma vez que a nova diretora do órgão que regula o comércio nos EUA é uma crítica das Big Techs.

NFT DO CÓDIGO DA WEB

  • O código original da internet foi vendido por seu criador, TIm Berners-Lee, em uma oferta de NFT, por US$ 5,4 milhões. O leilão feito pela Sotheby´s começou com lance de US$ 1.000. Os recursos captados serão destinados à caridade.

DANÇA DAS CADEIRAS

  • A Tembici anunciou a contratação de Alexandre Pitta, que assume a direção de Infraestrutura e SRE (operação e segurança IT);
  • A proptech EmCasa apresentou Lívia Pagliaro como nova diretora de supply da empresa.

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FALTOU DA SEMANA PASSADA

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  • Life Reimagined: Mapping the motivations that matter for today’s consumers, uma pesquisa da Accenture com 25.000 consumidores de todas as idades em 22 países que mostra como eles estão repensando seus valores e baseando as decisões de compra em fatores que vão além de preço e qualidade.
  • Cyber Capabilities and National Power: A Net Assessment

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