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Depois de crescer nos mercados asiático, europeu e da América do Norte, chegando a mais de 1200 marcas atingidas, a martech indiana MoEngage agora mira a América Latina – e em especial, o Brasil – iniciando oficialmente a sua operação na região.

Desenvolvedora de uma plataforma que entrega insights que ajudam empresas a desenvolver o engajamento com consumidores e clientes em potencial, a empresa recebeu um aporte polpudo para tocar este plano. A startup acabou de captar a sua 3ª rodada de financiamento, levantando US$ 77 milhões em uma série E liderada por Goldman Sachs Asset Management e B Capital Group. Com a captação, ela soma US$ 133 milhões recebidos em 10 rodadas.

A série E tem como principal destino a abertura de um escritório em São Paulo, com um time local formado por 8 profissionais. Além disso, ela está trabalhando na tradução de conteúdos e na infraestrutura para fornecer suporte bilíngue (português e espanhol) para os clientes brasileiros e de países vizinhos.

Para liderar esta divisão, a MoEngage contratou como diretor de marketing Jeff Paiva, executivo que liderou times de marketing em empresas como Captalys e a agência Young & Rubicam. Em entrevista ao Startups, o executivo revelou que a expectativa da diretora da multinacional é que o Brasil e outros mercados maduros da região representem uma “parte considerável” da receita futura da MoEngage.

Para o fundador e presidente da marca, Raviteja Dodda, a experiência que a companhia já tem com clientes como Empiricus, Banco Pichincha (Equador) e Nestlé Peru, traz otimismo quanto ao futuro na região. “Estou animado com o crescimento que temos observado em tão pouco tempo na região. Isso tem nos dado grande confiança a continuar investindo agressivamente para expandir ainda mais o nosso time e as parcerias de network”, destaca ele em comunicado.

Como funciona?

A solução da MoEngage analisa comportamentos a partir do cruzamento e da interpretação de dados, combinando “insights de clientes em tempo real” e “engajamento entre canais”. Esta ação é definida pela martech indiana como “Insights-Led Customer Engagement”.

As informações coletadas são subsídios para empresas de diferentes segmentos e portes e possibilita gerar soluções a partir de insights captados instantaneamente. Os relatórios obtidos são capazes de melhorar a experiência dos consumidores, minimizar diferentes problemas das empresas e gerar engajamento entre marcas e consumidores.

Ok, mas como isso funciona na prática? Jeff explica que um dos objetivos da plataforma é tirar o máximo proveito dos dados que muitas empresas já possuem. “Muito se fala em cruzamento de dados internos e externos, em ter o máximo de informações, mas isso nem sempre quer dizer insights valiosos”, dispara.

Conforme destaca o diretor, os insights disponibilizados pela MoEngage ajudam CMOs e profissionais de áreas de vendas a enriquecer a jornada dos clientes que já foram adquiridos, ou que já foram impactados. “Nossos insights ajudam a ativar usuários depois de uma transação ou interação, focando em ganhos como retenção, upselling, cross-selling”, diz.

Jeff Paiva, Diretor de Marketing Brasil/Latam da MoEngage

Um exemplo dado pelo executivo foi o do app norte-americano 1Weather, que aumentou em 3 vezes o engajamento dos usuários, através da utilização de dados geográficos e perfis de uso da sua base. “Entregamos insights que podem rapidamente serem transformados em ações”, explica.

Expectativas ajustadas

O plano da MoEngage é atuar com sua solução em clientes de todos os portes. Para isso, a empresa quer investir em uma infraestrutura de suporte para atender a todos. Isso envolve também a formação de uma rede de parceiros, que ajudarão a companhia a vender e integrar sua plataforma em companhias em verticais diversas. Esse trabalho será feito por uma gerente de parcerias, focada na criação do ecossistema de integradoras e agências de marketing de desempenho que ela pretende usar para aumentar a base de usuários da plataforma.

Quanto às metas de clientes, Jeff não revelou detalhes, mas adiantou que as empresas de pequeno e médio porte serão um foco importante na estratégia. “Temos três níveis de oferta, para startups, midmarket e enterprise. Por mais que os clientes maiores sejam mais interessantes em receita, vamos dar bastante atenção para startups, pois entendemos que a realidade de consumo no Brasil e América Latina é diferente”, destaca.

Já em relação às verticais que poderão ter mais aderência à solução, varejo eletrônico, operadoras e serviços financeiros são alguns dos segmentos mais interessantes, e que já representam uma parcela significativa da experiência da MoEngage no exterior.

Para o diretor, um dos diferenciais da startup, que já está em 35 países, é a atenção às particularidades de cada mercado. “[A América Latina] É uma região que tem seus desafios, como o cenário econômico, e no caso do Brasil, uma diversidade cultural enorme”, explica Jeff, ressaltando que o apoio dos parceiros será uma forma de lidar com estas questões.

Para o 2º trimestre, o plano da empresa é fortalecer sua estrutura de suporte e conteúdos bilíngues, assim como iniciar a expansão da rede de parceiros. A partir do 3º e 4º trimestres, daí, será o momento de aumentar o número de clientes. “Estamos entrando no mercado brasileiro e latino-americano com nossas expectativas ajustadas à realidade local. Além do plano de crescer, também queremos educar os negócios locais sobre o uso de insights para o engajamento com clientes”, explica Jeff.

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