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O mercado de venture capital apresentou um comportamento não muito convencional em setembro. Os US$ 344 milhões, distribuídos em 45 rodadas, representaram uma queda de 59% quando comparados aos US$ 848 milhões do mesmo período do ano passado, segundo o Distrito.

Mas não entre em pânico já. O declínio não representa uma contaminação das tensões político-econômicos que assolam a nação. A razão é matemática. É que ano passado, 3 grandes rodadas puxaram os cheques para cima. Foram elas: a série C de R$ 1,6 bilhão do Neon, a série D de R$ 1,25 bilhão que transformou a VTEX em unicórnio e a rodada da unico.

Entre janeiro e setembro deste ano, as startups brasileiras já receberam cerca de US$ 6,9 bilhões em investimentos, em 457 aportes – o volume acumulado já supera em 89% o arrecadado ao longo de todo o ano de 2020. Se esse ritmo se mantiver, o Distrito estima fecharmos 2021 com US$ 8 bilhões de investimentos captados por startups nacionais.

Considerando os principais aportes feitos em setembro, 2 são rodadas série B, captadas pela Merama e pela seguradora digital Pier – de US$ 225 milhões e US$ 20,4 milhões, respectivamente. Uma extensão no valor de US$ 50 milhões da série D da LivUp também contribuiu para a elevação dos números, bem como a série C da Tembici, de US$ 80 milhões.

Fusões e aquisições

Com mais 19 fusões ou aquisições de startups realizadas em setembro, 2021 já acumula 178 acordos do tipo. A previsão do Distrito é de fechar 2021 com 210 transações. Os setores mais visados são fintechs (40 transações), martechs (24), retailtechs (21) e edtechs (15).

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