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A receita da Creditas avançou mais de 230% no 3º trimestre, chegando a R$ 257,1 milhões, contra R$ 77,3 milhões no mesmo período do ano passado. O avanço veio na esteira de um salto de mais de 312% na originação da empréstimos e prêmios de seguros da companhia, que chegou a R$ 937,7 bilhões.

A fintech tem investido pesado na diversificação de sua atuação. Entre julho e setembro ela incorporou as operações da seguradora Minuto Seguros e da Volanty. Os dois negócios adicionaram R$ 15 milhões à receita do 3º trimestre, que teria crescido 213% sem eles. A Creditas também fechou um acordo de distribuição com o Nubank, no qual o neobank passou a ser acionista da companhia.

“Nosso momento é o resultado de desenvolvimentos tecnológicos significativos que estão permitindo que cresçamos mais rápido, além da bem-sucedida implementação de nossa estratégia de ecossistema que está aumentando a recorrência em nossa plataforma”, escreveu a companhia em comunicado a investidores.

De acordo com ela seus 3 ecossistemas – automóveis, residência e benefícios para funcionários – tiveram performances recordes e entregaram alto crescimento e margens estáveis.

Falando nisso, a margem de contribuição (que desconta os custos de captação de recursos, de serviços, provisões e impostos) teve uma leve melhora no 3º trimestre, chegando a 55,2%. Um ano antes, ela tinha ficado em 53,8%. De acordo com a companhia, isso foi resultado da performance de crédito e de uma alavancagem um pouco menor do portfólio.

No período, a Creditas fez 5 novas captações de recursos para para oferecer aos seus clientes, somando um total de R$1 bilhão. Com isso, seu portfólio sob gestão chegou a R$ 2,92 bilhões, quase 3 vezes mais que os R$ 1,04 bilhão de 1 ano atrás.

Última linha

Prestes a completar uma década de operação, a Creditas segue investindo e apresentando prejuízo. As perdas quase dobraram para R$ 81,2 milhões, contra R$ 45,3 milhões no mesmo período do ano passado. Com o aumento acelerado da receita, no entanto, a ampliação ficou diluída e o indicado de margem líquida (proporção entre receita e lucro) melhorou significativamente, passando de negativo em 59% no 3º trimestre do ano passado para negativo em 32% neste ano.

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