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Uma das empresas de tecnologia que estão na fila para abrir capital na B3, o Enjoei apresentou o prospecto de sua oferta. A tentativa da companhia de ir à bolsa pode ser uma referência importante do apetite do mercado por risco no momento (ou sinais de uma bolha para os mais cautelosos) já que o Enjoei apresentou prejuízo nos primeiros sete meses de 2020 e também no mesmo período do ano passado, segundo as informações apresentadas à CVM.

O documento não dá detalhes sobre o preço das ações nem quanto a companhia pretende captar. A companhia tem até amanhã para apresentar essas informações se quiser aproveitar a atual janela de IPOs.

A oferta tem como coordenadores BTG Pactual, Bradesco BBI, J.P. Morgan, XP Investimentos e UBS.

O Enjoei tem como acionistas os fundos Bessemer (18,2%), Monashees (15,7%) Ithaca (12,1%) e Dynamo (8,8%). A Globo, que era apresentada como investidora da companhia não aparece na lista.

Do seu lançamento em 2009 até 30 de junho o Enjoei diz ter conectado 1,5 milhão de compradores com 1,9 milhão de vendedores. No período de 12 meses encerrado em 30 de junho, o site recebeu 23 milhões de visita por mês. Em junho, quase um terço das compras foram feitas por pessoas que já fizeram mais de 30 compras no site.

Em julho de 2020, o Enjoei chegou a R$44,6 milhões em giro total (GMV), somando R$373 milhões no período de doze meses encerrados em julho. O segundo trimestre de 2020 apresentou um crescimento de GMV de 86% comparado com o segundo trimestre de 2019.

A companhia opera no prejuízo. Nos primeiros sete meses de 2020 as perdas foram de R$ 4,5 milhões. O montante foi inferior aos R$ 6,75 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

A redução foi resultado do aumento na receita líquida, que chegou a R$ 37 milhões, contra R$ 27,4 milhões um ano antes.

O Ebitda de janeiro a julho ficou positivo em R$ 218 mil, uma reversão ao resultado negativo de R$ 4,4 milhões registrado no mesmo período de 2019.

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