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Criado em meados do ano passado, o fundo de corporate venture capital do Itaú anunciou seu primeiro investimento, na Monkey Exchange, no começo de fevereiro.

Os US$ 6 milhões que foram divididos com a americana Quona Capital vieram de um pote de R$ 150 milhões destinado pelo banco para a nova estrutura, que está sob gestão da Kinea Investimentos. Nos próximos meses, de 3 a 6 novas operações serão anunciadas, atingindo os objetivos traçados para este primeiro veículo (4 a 7 investimentos).

No radar estão fintechs “puras” como a Monkey, mas também negócios que tenham na adição de serviços financeiros uma vertente de crescimento – como as empresas de educação e do agronegócio, que até ganharam novos rótulos recentemente: edfintech e agrifintech.

Segundo Philippe Schlumpf, responsável pela área de venture capital da Kinea (que atualmente só opera com o fundo do Itaú) a busca será por empresas que estejam em fase de investimento de séries A e B. Aportes em rodadas posteriores (follow ons) poderão ser feitos, mas não virão do montante inicial do fundo, mas de capital adicional que poderá ser aplicado na medida que for necessário.

De acordo com Schlumpf, não há obrigação de liderar as rodadas. “Estamos livres para liderar, co-liderar ou acompanhar. O que não queremos é ficar com 1% da companhia”, diz. No mandato está a possibilidade de olhar para negócios em toda a América Latina, mas pelos contatos e conhecimento do mercado brasileiro, a expectativa é que os negócios se concentrem no Brasil, completa.

Segundo ele, o novo fundo traz como principal diferencial a possibilidade de abrir portas no Itaú (apesar de atuar de forma independente de seu único cotista) mas também a experiência de investimentos e de gestão de portfólio da Kinea. Perguntado se esse histórico de atuação não pode também jogar contra ter a gestora como sócia – já que private equity e venture capital têm lógicas de operação muito distintas. Para ele, a Kinea é, tradicionalmente, um investidor minoritário nas companhias, o que faz com que ela já tenha um relacionamento diferente com suas investidas.

Além disso, a área de venture capital nasceu com um “DNA diferente”, levando em conta as melhores práticas do mercado. “Os contratos [term sheets] são padrão NVCA [a associação nacional de venture capital dos EUA], a estrutura de incentivo é de um VC tradicional e a equipe é segregada”, diz.

Sobre próximos passos, seja um novo fundo do Itaú, ou um próprio da Kinea, Schumplf diz que ainda é cedo para dizer. “Vamos mostrar que estamos cumprindo promessas antes de pensar em novos passos. Somos como uma startup. É prematuro filosofar”, diz.

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