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A compra da brasileira Mandaê foi a 1ª feita pela argentina Nuvemshop será a 1ª de muitas. “Coisas que não sabemos fazer, que poderíamos fazer, mas levaríamos anos [estão no radar]. Mas não basta ter um bom produto. Tem que ter uma boa equipe e ter alinhamento de cultura”, disse Rodrigo Rivera, diretor de estratégia da plataforma para criação de lojas virtuais, ao Startups.

Segundo ele, a ideia é tanto aprofundar a especialização da companhia em verticais em que ela já atua, como a própria logística e trazer novas opções como a oferta de serviços financeiros, mas também olhar na horizontal, buscando, por exemplo, fornecedores de tecnologias que ela possa usar internamente.

De acordo com o executivo, a rodada de R$ 2,6 bilhões que elevou a companhia ao status de unicórnio fez com que muita gente viesse procurá-los oferecendo oportunidades. “Nosso foco é fazer o lojista ter melhores resultados”, completou.

As aquisições são importantes por conta dos planos audaciosos da companhia. Atualmente atendendo 90 mil lojistas na América Latina, a Nuvemshop pretende elevar esse número para 500 mil e multiplicar seu negócio em 20 vezes em um prazo de 5 anos.

Apesar do interesse em incorporar novos negócios, a companhia não pretende mudar sua pegada de construção de um ecossistema de parceiros em diferentes áreas. “Tem coisas que não vamos conseguir fazer de forma orgânica nem inorgânica. Por isso queremos ter essa plataforma aberta”, disse. Verdade seja dita, essa rede também acaba ajudando na estratégia de M&A. A própria Mandaê já era uma conhecida por fazer parte desse ecossistema.

Racional da aquisição

Segundo Rodrigo, a logística é um dos temas relevantes para os lojistas. A estimativa é que 40% do tempo deles sejam gastos pensando nesse assunto. Para os consumidores, o tema não é o 1º da lista, mas fica em 3º, depois do produto e da forma de pagamento. “Por isso é chave para a gente”, explicou.

Ao incorporar a Mandaê, a Nuvemshop acrescenta mais de 200 pessoas à sua equipe, ficando na casa dos mil. Ela também traz uma estrutura de entregas, algo que poderia ser considerado não muito ortodoxo para uma empresa de software. De acordo com Rodrigo, a ideia não é ser tornar uma empresa dona de muitos ativos (asset heavy), mas isso pode acontecer em alguns momentos, se for considerado estratégico.

Além disso, o fato dessa operação física da Mandaê ser mantida separada da estrutura principal da Nuvemshop dá a ela flexibilidade. “Vamos integrar onde tiver que integrar. Se você cola 11 jogadores juntos, você perde a agilidade. Se deixa eles soltos, cada um faz o seu melhor”, disse ele, fazendo uma analogia esportiva – coisa que ele adora.

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