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O mercado do futebol amador – aquela galera que joga uma “pelada com os amigos” – não é coisa pequena não. Segundo estimativas do setor, existem cerca de 5 mil complexos de futebol amador no país, com 30 milhões de brasileiros jogando. Só no Brasil, é um mercado de R$ 25 bilhões anuais – R$ 70 bilhões na América Latina. É de olho neste potencial que a sportstech Appito levantou R$ 27 milhões para transformar a gestão destes espaços esportivos.

O cheque foi assinado pelos fundos Iporanga, Global Founder Capital (GFC) e Inteligo Bank. Com o aporte, a startup planeja expandir sua estrutura, inaugurando duas novas arenas na cidade de São Paulo, além de investir em tecnologia para integrar as partidas offline no online. A Appito já possui um complexo de campos de futebol society na Vila Leopoldina, zona Oeste da capital paulista.

A startup é criação do franco-brasileiro Rodolphe Timsit e do francês Alexandre Delepau, ex-executivos do setor financeiro que se renderam ao mercado dos “boleiros”. Timsit, que é CEO da sportstech, trabalhou na área de M&A do J.P. Morgan, em Londres, antes de empreender. Já Delepau, COO, chegou ao Brasil em 2021 trabalhar em IB para o BNP Paribas. Depois trabalhou como gerente de M&A para a JCDecaux e VC Investment Officer na Performa Investimentos.

Com dois campos, o complexo da Appito atende mensalmente cerca de 1.500 pessoas, com uma mensalidade de R$ 1,5 mil por grupo, que tem direito a 90 minutos – uma partida – semanais para jogar bola. Atualmente, a Appito está com 90% dos finais de semanas locados até o fim do ano. Além dos jogos, também loca o espaço para eventos.

Para se diferenciar da competição, a empresa resolveu investir em tecnologia, colocando o online em uma atividade de entretenimento 100% offline, incluindo um app para acompanhar resultados e estatísticas dos atletas.

Rodolphe Timsit (CEO) e Alexandre Delepau (COO), cofundadores da Appito/Foto: Divulgação

“Começamos a estudar as oportunidades desse mercado e percebemos que tinha muito espaço para inovação. A nossa visão é que o futuro do mundo é online-to-offline, então, naturalmente seguimos esse caminho na execução da nossa ideia. Queremos oferecer às pessoas a melhor experiência de esporte e entretenimento”, conta Rodolphe Timsit.

Planos para crescer

Com os R$ 27 milhões na conta o plano é ir além da capital paulista. “Vamos focar na expansão em São Paulo, capital e interior, e com uma futura série B, a ideia é chegar nas principais grandes cidades do Brasil e América Latina”, destacou Timsit.

Além disso, novos investimentos em tecnologia estão previstos para incrementar a experiência dos usuários. A partir de agora, a sportstech vai instalar câmeras e sensores nas arenas. Com isso, o registro das partidas das quadras passará a ser automático no aplicativo que, com inteligência artificial, vai alimentar estatísticas dos jogadores e enviar destaques da partida diretamente para o jogador – hoje, isso é feito pelo usuário, manualmente, no app.

Antes da série A de R$ 27 milhões, a proposta da Appito já tinha chamado a atenção de investidores. A empresa levantou R$ 12 milhões em pré-seed e conta com diversos investidores anjos, como Marcelo Claure, ex-CEO do SoftBank, Paulo Passoni, ex-partner do Vision Fund do Softbank, e Peter Simons, CEO do grupo varejista canadense Simons.

Com as conexões em lugares altos, a Appito também conseguiu firmar parcerias comerciais. A Adidas é a fornecedora oficial de material esportivo para os jogos, oferecendo coletes, bolas e chuteiras, além de ter direito a presença da marca em partidas oficiais . Já a parceria com a Ambev é voltada para a venda exclusiva de produtos da companhia nos espaços da Appito.

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