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Nascido antes do TikTok, mas sem ter alcançado a projeção – e ainda, as polêmicas – do concorrente, o aplicativo de vídeos chinês Kwai está acelerando seus planos de expansão na América Latina.

Para isso, a companhia acaba de contratar o executivo chinês Tony Qiu, que nos últimos cinco anos comandou os negócios da DiDi (que comprou a 99 em 2018) na região, disseram fontes ao Startups. Procurada, a 99 confirmou a saída do executivo.

No LinkedIn, a operação da companhia no Brasil registra 14 funcionários, contratados a partir do terceiro trimestre. Desde novembro, a operação é comandada a partir da China por George Wu, chinês que morou no Brasil entre 2015 e 2019 o início de 2019.

O aplicativo tem 12 milhões de usuários ativos no país e 300 milhões ao redor do mundo.

O que é o Kwai

O Kwai ganhou projeção como um aplicativo de edição de vídeos que tem funciona como rede social para compartilhamento das criações. Em sua descrição nas lojas de aplicativos, ele se busca ganhar relevância na carona do WhatsApp, se vendendo como uma ferramenta para criar vídeos para o WhatsApp Status.

O aplicativo, que na China é conhecido como Kuaishou, nasceu em 2011 com a função de criar e compartilhar imagens GIF – como o Giphy, que aguarda liberação de órgãos reguladores para concluir sua aquisição pelo Facebook. Em 2012, migrou para mundo dos vídeos. O TikTok nasceu oficialmente em 2018 quando a Bytedance comprou o Music.ly, um aplicativo de vídeos de música que existia desde 2014.

A Kuaishou Technology já levantou US$ 4,4 bilhões em rodadas de investimento, segundo o Crunchbase. Seu principal investidor é a Tencent, um dos gigantes de internet chinês. Nos últimos três anos, o grupo liderou três aportes na companhia. O mais recente, de dezembro, foi de US$ 3 bilhões. Os dois anteriores foram de US$ 1 bilhão (2018) e US$ 350 milhões (2017).

Segundo Felipe Zoginski, fundador e presidente da Inovasia, consultoria que trabalha com empresas brasileiras que querem fazer negócios com a China e vice-versa, o Kwai tem um algoritmo mais “democrático”, o que quer dizer que entrega mais coisas fora da “bolha” da rede de um usuário, o que pode ser um impulso para que novos produtores de conteúdo sejam conhecidos e gerem influência mais rápido.

O Kwai tem avançado de forma menos barulhenta que seu concorrente mais novo, mas já começa a acumular algumas polêmicas. Em junho figurou na lista de 58 aplicativos banidos pelo governo da Índia sob a alegação de violar a privacidade de seus usuários.

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