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Após 2 meses de seu lançamento, a Divi-hub, plataforma de negociação de ativos com foco na economia criativa, anuncia a captação de US$ 2,4 milhões em rodada pre-seed. O investimento foi feito pela Comstar International LTD, holding de investimentos americana que passa a deter 10% do capital da companhia. O valuation post-money da Divi-hub deve chegar a US$ 26,4 milhões.

O aporte antecipa a entrada da fintech no mercado internacional, sobretudo no norte-americano. O processo de homologação junto à SEC (Securities Exchange Comission), equivalente à CVM, já foi iniciado. Assim como no Brasil, nos EUA é necessária autorização para atuar como plataforma de equity crowdfunding e fazer ofertas públicas nessa modalidade. Embora tenha sido criada em 2019 nos EUA, a Divi-hub fez sua estreia primeiro no Brasil, em julho deste ano. Neste intervalo de 2 anos, os fundadores investiram US$ 2 milhões para o desenvolvimento e homologação da plataforma.

Segundo Ricardo Wendel, fundador e presidente da companhia, que se intitula uma fintech, a expectativa é de encerrar o 1º ano de operação no Brasil com faturamento de R$ 75 milhões. O investimento pre-seed será usado para ampliar a estrutura de negócios e tecnologia com foco em novas verticais, como música, artes, quadrinhos e esportes.

“Estamos em conversas com alguns clubes de futebol para propor o investimento em vendas de camisas oficiais dos times na plataforma”, diz Ricardo. Parte do dinheiro também será destinada a marketing e contratação de um time comercial.

Financiamento coletivo a partir de R$ 10

Com no mínimo R$ 10, qualquer pessoa pode investir em projetos de entretenimento digital como canais do YouTube, games e música, e ser remunerada com parte do lucro dos criadores de conteúdo. Dependendo do potencial do projeto, o criador pode levantar até R$ 5 milhões.

Pelo aplicativo desenvolvido pela startup, o fã se cadastra e adquire parte de um ativo digital, o Divi, que fica disponível em sua carteira digital. O retorno financeiro vem de acordo com os resultados gerados pelo canal, game ou projeto investido.

No futuro, o dono dos Divis também poderá negociar seus ativos com outros investidores em um mercado secundário quando quiser e ao preço que estipular, abrindo também outra frente de ganhos financeiros.

Até o início de outubro, 6 projetos serão integrados à plataforma, de influenciadores digitais que têm ao todo mais de 40 milhões de seguidores no YouTube e outras redes, com potencial para alavancar cerca de R$ 20 milhões. Entre eles estão o “UTC: O Desafio Final”, dos Castro Brothers e o “Stand UP Favela”, de Fábio Rabin. Com a nova vertical de música, o número de projetos deve crescer expressivamente até o fim do ano.

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