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Divi-hub permite que jovens invistam em influencers com cotas a partir de R$ 10

Fintech chega ao mercado brasileiro permitindo que fãs se tornem sócios de youtubers, gamers e músicos, democratizando o acesso ao capital

Por Fabiana Rolfini, em 1 de julho de 2021

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Foi lançada hoje a Divi-hub, fintech que traz uma nova forma de financiamento coletivo com foco na economia criativa. Com no mínimo R$ 10, qualquer pessoa pode investir em projetos de entretenimento digital como canais do YouTube, games e música, e ser remunerada com parte do lucro dos criadores de conteúdo. Dependendo do potencial do projeto, o criador pode levantar até R$ 5 milhões.

“Criamos uma plataforma de investimento que democratiza o capital através de um modelo simples e acessível para jovens sem familiaridade com o mundo das finanças”, afirmou o fundador e presidente da fintech, Ricardo Wendel, durante evento on-line com jornalistas para apresentação oficial do projeto. A Div-hub foi criada por Ricardo em 2019 nos EUA.

Segundo ele, a empresa espera romper duas barreiras comuns ao mundo dos investimentos no Brasil: o valor de entrada e a afinidade dos potenciais investidores com os negócios.

Como funciona?

Pelo aplicativo desenvolvido pela startup, o fã se cadastra e adquire parte de um ativo digital, o Divi, que fica disponível em sua carteira digital. O retorno financeiro vem de acordo com os resultados gerados pelo canal, game ou projeto investido. O limite é de 500 mil Divis por emissão – que equivale ao teto de R$ 5 milhões para projetos de crowdfunding, segundo as regras da CVM. Há conversas para elevar o teto para R$ 10 milhões, mas isso ainda não avançou.

Os Divis são tokens que funcionam como partes da propriedade legal dos criadores. Eles carregam uma tecnologia inédita para esta finalidade no mercado, o Quantum Ledger, desenvolvido pela Amazon Web Services, nos Estados Unidos. Cada token é rastreável e cada transação tem um código matemático único que permite transparência e segurança total.

Segundo Ricardo, para cada projeto é feita uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), onde os investidores (influencers) entram como se fossem sócios ocultos do negócio. Tudo o que entra de lucro se torna dividendo.

Questionado se a Divi-hub competirá com outras fintechs de investimento, Ricardo afirmou que não haverá concorrência, pois a ideia não é vender a mesma commoditie como o CDI e sim criar uma classe de ativo. Inclusive a startup está aberta a distribuir os Divs nas plataformas de fintechs que se interessarem eventualmente.

O número de criadores que já fazem parte da plataforma não foi revelado, mas a Divi-hub pretende ter pelo menos 50 projetos inseridos até o fim do ano. Em breve, será lançada também uma plataforma de comunicação privada para a negociação de Divis diretamente entre as pessoas, onde quem comprou poderá revender para outros fãs ou investidores, como um mercado de ações da economia criativa.

Jornalista com 10 anos de experiência no mercado de TI corporativa dedicados à apuração e produção de reportagens sobre tecnologia, negócios, finanças e carreira, incluindo a cobertura de eventos internacionais. Tem passagens por veículos e empresas de mídia de destaque do segmento, como TI Inside e IT Mídia.