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O setor de benefícios é altamente concentrado, com Alelo, Sodexo, Ticket e VR respondendo por 90% do mercado. Até aí tudo bem. Em mercados grandes (R$ 150 bilhões, nesse caso) é até esperado que isso aconteça. A questão é que o que o mercado recebe hoje, de forma geral, está longe de ser o que o consumidor gostaria que fosse.

E quando isso acontece, a porta para a chegada de competidores se escancara – muito como acontece com os bancos e as fintechs no começo da década passada. Por isso, no último ano, pelo menos três startups (Caju, Flash e Vee) resolveram atacar esse mercado.

As companhias têm buscado avançar inicialmente com a proposta dos benefícios flexíveis e buscando startups e empresas pequenas e médias para driblar as negociações demoradas com os departamentos de recursos humanos das companhias de maior porte. Mas é natural (e até necessário) que, em algum momento, elas busquem também os nomes de maior porte.

Quando a hora de atender os grandes chegar (a Vee já tem contrato com a Whirlpool), as startups provavelmente terão que escolher entre competir de verdade com os quatro grandes (o que vai exigir bolso fundo para financiar os planos) ou ficar como um fornecedor de nicho (que pode limitar o potencial de crescimento). Isso, é claro, se fizerem questão de se manterem independentes.

A chegada do iFood nesse mundo parece ser um passo natural tendo em vista a capilaridade e o bolso profundo do aplicativo. Mas o formato apresentado ainda parece muito mais do mesmo, com foco em refeição e alimentação. A ver como a companhia avança na oferta.

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