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O Brasil acaba de ganhar mais um unicórnio. Sim, mais um. E não dá nem pra dizer que aos 45 do 2º tempo, porque ainda tem a semana que vem antes do ano acabar. Então dá tempo de vir outro. Mas quem acaba de se juntar à lista foi a Facily, uma plataforma de social commerce criada em 2018, que elevou o seu valuation para o tão sonhado patamar de US$ 1 bilhão graças a um novo aporte de US$ 135 milhões.

A extensão da série D foi liderada pela Goodwater Capital (investidora da Chegg, Nomad, Facebook, Spotify e Twitter) e Prosus (Brainly, Creditas, iFood, Kovi, Movile), com participação dos fundos Rise Capital, Emerging Variant e Tru Arrow. “O apoio dos principais investidores na América Latina nos permitiu crescer exponencialmente em um curto período de tempo. O compromisso contínuo com nossa estratégia valida o enorme potencial de nosso modelo de negócios”, disse Diego Dzodan, cofundador e diretor-executivo da Facily, em comunicado.

O aporte sucede os US$ 250 milhões captados em novembro, em uma transação com a DX Ventures e Delivery Hero. Com o caixa reforçado, a companhia vai investir em logística e experiência do cliente, além de sustentar seus planos de expansão em 2022. A companhia, que já opera nas principais capitais brasileiras, quer expandir para mais municípios nacionais e levar o app para o México e a Colômbia no final de 2022.

Diego Dzodan, cofundador e diretor-executivo da Facily

Com o objetivo de promover compras em grupo e conectar os consumidores aos melhores preços e produtos de multicategorias, a Facility é considerada o aplicativo de comércio eletrônico de alimentos que mais cresce no mundo, de acordo com a App Annie. “Nossa missão está focada em fornecer aos clientes produtos de alta qualidade com os preços mais baixos, alavancando a compra em grupo e de uma maneira muito eficiente”, explica Diego.

Segundo o executivo, a startup ainda está nos estágios iniciais de abordar todas as oportunidades de mercado no Brasil. A companhia afirma que 85% da população brasileira gasta em média 65% da renda familiar com alimentação e, até o momento, foi praticamente excluída do comércio eletrônico tradicional. “A Facily permite que muito mais consumidores participem do comércio eletrônico – a maioria dos que nunca fizeram compras online antes porque os custos eram proibitivos.”

Briga com o Procon

A boa notícia chega em um momento delicado para a startup. Embora o número de pedidos na plataforma tenha crescido para 7,1 milhões de janeiro a outubro, as reclamações contra a empresa no Procon chegaram a quase 60 mil em 2021, cerca de 80 queixas por hora.

O volume faz da Facily o aplicativo recordista em reclamações no ano. Com a repercussão negativa, a empresa se comprometeu a indenizar os consumidores afetados, reduzir o número de reclamações em 80% e criar um fundo de R$ 250 milhões para a reparação de danos ao consumidor.

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