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Fintech Facio levanta US$ 5 milhões e prepara fundo de dívida

Por Gustavo Brigatto, em 30 de julho de 2020

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A fintech Facio, que faz antecipação de salário e programas de educação financeira para funcionários de empresas, recebeu um aporte de US$ 5 milhões.

A rodada foi liderada pelo fundo Monashees e teve participação do ONEVC, da aceleradora Y Combinator – a fintech integrou a turma do inverno de 2020, que se graduou virtualmente em março, por conta da pandemia. Também entraram o presidente da Y Combinator, Michael Seibel, em seu primeiro investimento em uma startup brasileira, Gabriel Braga, cofundador do Quinto Andar e Igor Marchesini, ex-presidente da SumUp no Brasil. A Facio já tinha levantado R$ 6 milhões com Monashees, ONEVC e Y Combinator para montar sua operação.

De acordo com Saulo Tristão, cofundador da companhia (e ex-atleta olímpico), os recursos serão usados para ampliar a equipe comercial, aumentar o leque de produtos financeiros oferecidos e montar um fundo de dívida próprio. “Não é fácil montar um FDIC no mundo Covid porque os investidores estão mais cautelosos”, diz Tristão.

A antecipação de salário é um nicho que tem ganhado atenção das fintechs diante do cenário de redução de juros e das medidas de estímulo ao aumento da competição no setor bancário. Xerpa, Grupo H, SalaryFits e Creditas são alguns dos nomes disputando esse mercado. A Totvs começou a oferecer essa opção em seus sistemas de gestão no modelo de marketplace.

A nova rodada da Facio, que já tinha sido preparada antes da pandemia, não teve ajustes por conta do novo cenário, segundo Tristão. A fintech ainda se beneficiou na conversão dos valores em dólar para reais, como efeito da desvalorização da moeda brasileira nesse meio tempo. “É estranho ver o dinheiro fazer dinheiro sem você fazer nada. Fomos privilegiados de fechar a rodada antes dessa loucura toda”, conta. Segundo ele, por conta da pandemia, a equipe da Facio, que morou junta na Califórnia por três meses, foi trazida de volta ao Brasil às pressas em março.

A Facio foi criada por Tristão e por Ticiano Vieira, que trabalharam juntos na empresa de máquinas de cartão de crédito SumUp até o ano passado. Márcio Santos, que trabalhava na AWS em Seattle também é fundador.

A companhia oferece atualmente três produtos: crédito consignado, antecipação de salário e poupança consignada – na qual são feitos descontos mensais direto na folha de pagamento para criação de uma reserva financeira. Ela também desenvolve programas de educação financeira.

Em termos de negócios, Tristão diz que a demanda por empréstimos aumentou durante a pandemia, impulsionada pela busca por “coisas mais justas” em meio ao cenário nebuloso. Também como efeito do momento, o perfil dos empréstimos solicitados mudou.

A demanda, que era muito concentrada em financiar o consumo, mudou para lidar com emergências do momento atual, como pagar contas, compras em farmácia e supermercados. O interesse por pagar cursos on-line também cresceu.

Uma medida tomada pela companhia como forma de amenizar o impacto da pandemia foi cortar pela metade a taxa de juros dos empréstimos, de 2% para 1% ao mês.

Jornalista com mais de 15 anos de experiência acompanhando os mundos da tecnologia e da inovação, com passagens pelo DCI, Sebrae-SP, IT Mídia e Valor Econômico. Fundador e Editor-Chefe do Startups.com.br.