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Na sua missão de construir um ecossistema próprio e integrado de serviços financeiros para empresas e outras fintechs na América Latina, a argentina Pomelo está iniciando a sua caminhada na Colômbia. Nas próximas semanas a startup fará o go live de seus primeiros clientes neste mercado, o 4º no qual ela estabelece presença na região – junto com Argentina, México e Brasil.

Em conversa com o Startups, o cofundador e CEO da empresa, Gastón Irigoyen, disse que a Colômbia tem potencial de rapidamente se tornar um dos principais mercados para a empresa, e o percentual de colaboradores focados na operação colombiana deve rapidamente aumentar – segundo o executivo, hoje apenas 5% da força da Pomelo trabalha para esta frente.

“A Colômbia está pronta para ser a 3ª força da América Latina em tecnologia, com o México e Brasil. Já está ultrapassando a Argentina, está com muitas startups atualmente”, avalia Gastón, que não deu números específicos sobre as expectativas para o país, mas assegurou o otimismo, especialmente pelo conhecimento do mercado local.

O motivo está em um dos outros cofundadores, Hernán Corral, que foi um dos principais envolvidos na internacionalização do MercadoPago na América Latina, especialmente no Brasil, México e Colômbia. Depois disso, Hernán trabalhou ao lado de Gaston na criação do Naranja X, um dos principais bancos digitais da Argentina, criando a tese da nova startup e juntando forças com o terceiro sócio da Pomelo, Juan Fantoni (ex-diretor de parcerias digitais da Mastercard na Argentina), para criar a fintech em 2021.

Além disso, Gastón guarda na manga um dos maiores unicórnios colombianos para reforçar a expansão: a Rappi recentemente teve o seu go live utilizando a Pomelo no mercado argentino, trocando seu parceiro de pagamentos por lá para adotar a rede da fintech.

Com esta movimentação, o plano da Pomelo é finalizar 2022 com uma base de 50 clientes – atualmente são 35 clientes já ativos utilizando a solução de pagamentos da fintech. É uma expansão rápido, ainda mais se levarmos em consideração que se trata de uma empresa com pouco mais de um 1 no mercado.

No ano passado ela impactou o mercado ao rapidamente levantar respeitáveis rodadas de investimento, indo de um seed de US$ 9 milhões a uma série A de US$ 35 milhões em menos de 6 meses. Na época, também em entrevista ao Startups, Gastón deu uma razão simples para tanto destaque: “Os investidores estão muito animados com o que estamos fazendo”.

Foto de Gastón Irigoyen, cofundador e CEO da Pomelo - Startups
Gastón Irigoyen, cofundador e CEO da Pomelo

O crescimento também é evidente no quadro de colaboradores. Em outubro do ano passado, no anúncio da série A, a empresa estava expandindo sua equipe para 150 funcionários, com metade deste grupo focado no Brasil. A empresa já está com 280 colaboradores, e deve arredondar para 300 em pouco tempo.

Reconhecimento do Fórum Econômico Mundial

Por falar em animação por quem está acompanhando a Pomelo, a fintech acabou de ser reconhecida pelo Fórum Econômico Mundial, como uma das 100 empresas do ano a receber o prêmio Technology Pioneer 2022.

Isso não é pouco bolinho, ainda mais para uma empresa tão jovem. Se trata de um reconhecimento dado a empresas que estão moldando o futuro do planeta – e que já foi concedido a pesos-pesados atuais como Airbnb e Google.

“É um grande orgulho ser escolhido, em uma premiação que já teve nomes que a gente admira, como Spotify, Twitter. É um reconhecimento que mostra nosso impacto”, avalia John Paz, COO e GM da Pomelo no Brasil.

Para Gastón, a visibilidade trazida pelo reconhecimento do Fórum só tem a ajudar, e o plano é o de agregar cada vez mais agentes da economia na rede da Pomelo. O grande plano é ser uma fintech não apenas para fintechs, mas para outras empresas no setor de finanças, como players de cripto e embedded finance – esta última se refere a serviços financeiros embarcados em soluções não relacionadas com finanças.

“Ano passado foi o ano de construção. 22 é o ‘tipping point’ para a empresa. Vamos continuar desenvolvendo a estrutura, focando nos quatro mercados. Temos mais força comercial para fechar novos clientes, mas o foco é que eles tenham uma boa experiência e que façam sua expansão internacional por meio da nossa estrutura”, finaliza o CEO.


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