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Loggi fez um ajuste de suas operações que resultou na demissão de 120 pessoas – sendo 60 em São Paulo.

A companhia, que se tornou um unicórnio em junho ao anunciar um aporte de US$ 150 milhões em rodada liderada pela SoftBank, é mais uma do portfólio do grupo japonês a fazer ajustes em sua operação.

Na época do aporte, a Loggi dizia ter 700 pessoas e que queria chegar a 1,5 mil em pouco tempo – com uma equipe com mais de mil desenvolvedores. No começo do ano passado a companhia disse ter atingido o equilíbrio financeiro em agosto de 2018.

Em nota, a companhia disse que as demissões eram necessárias para  “seguir com eficiência e foco em suas áreas de atuação” e que continuava contratado, principalmente na área de tecnologia, e em seu escritório recém-aberto em Portugal.

Tá, mas e daí? Ajustes em empresas de alto crescimento são surpreendentes e até mesmo contraintuitivos, mas fazem parte do jogo – a não ser que o corte seja de 50% como no caso da Grwo, daí é um sinal de que a coisa saiu dos trilhos, mesmo. Na medida que avançam, as startups fazem coisas manualmente. Depois passam por um processo de automação de atividades (o Organizações Exponenciais, do Salim Ismail trata bem disso). Quem perde sua função poderia ser – e na maioria das vezes é – aproveitado em outras funções. Mas no cenário de correção de rota de um de seus principais acionistas, fazer ajustes também parece ser uma opção da qual não dá para escapar.

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