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Nascido em uma família de empresários, Felipe Caezar sabia o que queria ser quando crescer: dono de empresa. Ao terminar a faculdade de administração, ele tinha certeza de que isso tinha que acontecer no universo digital. A 1ª tentativa, um portal imobiliário que usava mapas para mostrar os anúncios – algo inovador para 2014 -, não deu muito certo. Mas o processo serviu de base para a criação do negócio atual. Foi nessa época que Felipe se aproximou do Google e também conheceu Rodrigo Coifman, seu atual sócio.

Juntos, os dois encontraram um caminho para crescer e criaram a HubLocal. O negócio, que nasceu em 2019 com o objetivo de ser um ponto único de registro e distribuição de informações de empresas em diferentes serviços on-line, acaba de levantar sua 2ª rodada de investimento, de R$ 2,3 milhões.

O aporte foi liderado pela Anjos do Brasil, que já tinha investido R$ 600 mil no negócio ano passado. Na rede, o investimento teve como líder Yves Nogueira, presidente da TYNNO e líder do núcleo de Pernambuco. Além do grupo de anjos, entraram os executivos Américo Pereira, Eduardo Gouveia e Augusto Acioli e a Bossanova Investimentos.
De acordo com Felipe, o objetivo da rodada era trazer para a lista nomes que pudessem ajudar a companhia com conexões para acelerar seu crescimento. “Temos uma máquina de vendas previsível e funcionando. Sabemos o que precisa fazer para aumentar a receita. Vamos acelerar tudo. Fazer a máquina girar”, conta. A meta é fechar o ano com receita de R$ 4 milhões e triplicar de tamanho em 2022.

Para o ano que vem, aliás, a companhia já tem um outro plano bastante ambicioso: fazer uma série A polpuda, de US$ 10 milhões. Segundo Felipe, o plano inicial era fazer uma rodada maior, na casa dos R$ 10 milhões já agora. Mas a opção foi por ser mais comedida e crescer mais a receita para melhor o valuation e reduzir a diluição lá na frente.

Investidores da HubLocal

Modelo de atuação

Hoje a HubLocal tem como clientes cerca de 4 mil empresas que se concentram principalmente nos segmentos de comérico, serviços e saúde. Elas pagam uma mensalidade para ter suas informações na plataforma. Os dados são compartilhados em mais de 50 serviços de busca e mapa que usam informações de estabelecimentos locais. O alvo, segundo Felipe, são principalmente negócios com lojas físicas, que precisam de ajuda para entrar no digital ou melhorar sua presença on-line. Outras 8 mil empresas têm cadastro no serviço mas não são pagantes. “A gente só cobra se a empresa tiver geração de negócios, uma visita ao site, à loja, ou uma ligação de contato”, diz Felipe.

Com uma clientela formada principalmente por pequenas e médias empresas, a companhia está começando um esforço para aumentar sua presença em negócios de maior porte, a partir de 10 lojas. Segundo Felipe, eles são os que mais precisam do que a HubLocal tem a oferecer. “É humanamente impossível para um negócio desses administrar toda a sua presença a partir de um determinado porte”, explica.

Uma das estratégias para aumentar a capilaridade é o investimento em um programa de parceiros, que oferecem a tecnologia da HubLocal à sua rede e recebem uma remuneração pelas vendas. Em fase de testes, o programa já trouxe quase 100 clientes de médio porte para a base, de acordo com Felipe.

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