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O 1º cliente a gente nunca esquece. E se esse cliente ainda vira seu investidor, aí a relação vira de #gratidão eterna. Que o diga a iClubs. A companhia nascida há 1 ano acaba de receber um cheque de R$ 5 milhões do seu 1º cliente, o BTG, para desenvolver sua plataforma de criação e gerenciamento de programas de fidelização e incentivos. O aporte é o 7º feito pelo corporate venture capital do banco.

O objetivo da iClubs é oferecer, por meio de APIs, a base tecnológica para que empresas tenham seus programas de fidelidade. Segundo Pablo Augusto, cofundador da iClubs, o negócio é uma mistura de empresa de tecnologia para marketing (martech) com uma fintech. Um casamento que ele chama de loyaltytech.

“Estamos construindo a próxima geração da fidelidade. Com programas mais flexíveis, personalizados e relevantes para cada pessoa. Saindo das ofertas de prateleira”, explica.

A origem

Quando a esposa de Pablo estava grávida, ela gostava de comer com frequência os sanduíches de uma rede famosa. Para fidelizar seus consumidores, a rede dava um cartão físico em quem ia marcando o número de compras. O prêmio era um lanche quando um determinado consumo fosse atingido.

Como todo ser humano, ele sempre esquecia o tal cartão e ficava com vários incompletos em casa. Aquilo chamou a atenção e ele resolveu criar uma ferramenta que ajudasse pequenas e médias empresas a montar e gerenciar seus programas de fidelidade.

A oferta nasceu dentro da Zappts, a empresa de desenvolvimento de tecnologia tocada por ele e Rodrigo Bornholdt desde 2014 e atendeu barbearias, restaurantes e até motéis. Os dois continuam sócios da Zappts, mas não atuam no seu dia a dia. O negócio agora é gerido por um executivo contratado.

Ao perceber que as grandes empresas usavam ferramentas caras, estrangeiras e que não atendiam às suas necessidades, veio a decisão de criar um negócio à parte. Daí nasceu a iClubs.

O negócio rapidamente chamou a atenção do BTG, que resolveu adotar a tecnologia para o seu próprio programa de fidelidade. Em paralelo, a iClubs entrou na 6ª turma do boostLAB o programa de aceleração de startups que o BTG não gosta de chamar dessa forma, prefere usar potencialização.

Use of proceeds

Segundo Pablo, a provocação da rodada veio do BTG já que ele, Rodrigo e Livio França, que foi chamado como 3º fundador, não tinham planos de levantar dinheiro por enquanto.

A ideia é usar os recursos para contratar mais desenvolvedores e acelerar a evolução do produto para o formato aberto de APIs. Hoje, a venda e implementação ainda acontecem de forma mais consultiva, caso a caso. Neste processo, Pablo diz que o BTG tem ajudado muito, abrindo portas diretamente na alta gestão das empresas.

O objetivo é chegar a 10 clientes nos próximos 12 meses. O número não parece tão grande, mas por se tratar de um produto estratégico, que está ligado diretamente aos dados da companhia, o processo de venda é mais longo e complexo. “Queremos ter grandes nomes para capitalizar a companhia e depois abrir a plataforma”, conta Pablo.

Segundo ele, o plano é trazer para lista de clientes, o quanto antes, um grande concorrente do BTG. Com isso, a iClubs quer mostrar independência e autonomia em relação ao seu investidor. Para o final de 2022 também está prevista uma nova captação de recursos.

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