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Investimento 3.0: O novo campo de batalha das fintechs no Brasil

Por Fabiana Rolfini, em 13 de maio de 2021

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Depois dos cartões de crédito, dos empréstimos e das contas digitais, uma nova batalha está se desenhando no mundo das fintechs: a disputa pelos investimentos dos brasileiros.

O movimento começou a tomar corpo no fim de 2019 com o ciclo da redução da SELIC, que diminuiu a atratividade da boa e velha renda fixa e fez os investidores buscarem por novas opções para fazer seu dinheiro render. Mesmo com a pandemia e o risco de queda na quantidade de recursos disponíveis para investimentos os preparativos para o acirramento dessa disputa não pararam: Grão e Olivia receberam aportes, Neon comprou a Magliano, Nubank comprou a Easynvest, a sim;paul chegou ao mercado e a Warren se fundiu com a Patrimonio e levantou R$ 120 milhões.

O atual momento é chamado por Marcelo Maisonnave, fundador da Warren, como Investimento 3.0 e tem como característica principal a migração do modelo que se popularizou no país nos últimos anos, dos agentes autônomos – o investimento 2.0, que tirou a hegemonia dos grandes bancos -, para o formato fiduciário, no qual o cliente é assessorado por um consultor financeiro.

“Diferentemente do modelo transacional, em que quanto mais produtos o cliente adquirir, maior a comissão do agente, no modelo 3.0 o consultor é remunerado diretamente pelo investidor e não pela transação ou produto. Sem conflito de interesses”, disse Maissonave, durante live feita pelo Startups. O evento teve patrocínio do Conta Simples.

Segundo ele, o formato representa 90% do mercado americano e o único usado na Inglaterra, que baniu o modelo transacional e a tendência é que ele se consolide por aqui também. Maissonave não quis se comprometer com datas, mas seu sócio, Tito Gusmão, presidente da Warren, diz que o modelo de agentes autônomos deve acabar no Brasil em um prazo de 5 a 10 anos. “Até BTG e XP estão indo nesse caminho. Antes não tinham nada, agora já têm opções [no formato fiduciário]”, reforçou.

A plataforma de investimentos gaúcha tem hoje 400 consultores de investimento que são remunerados diretamente pelo cliente. A figura do consultor foi criada pela CVM em 2017. Segundo Maisonnave, está no radar atrair mais profissionais que atuam como agentes autônomos para essa modalidade. Para isso, a corretora não pretende comprar escritórios como BTG e XP têm feito, mas usar como argumento a baixa rentabilidade que o modelo traz em um cenário de juros baixos.

Sobre a batalha entre os novos entrantes, para Maissonave, o grande desafio era tirar os clientes dos bancões. Agora, a nova geração de investidores já tem outras referências. “O investidor que saiu do banco já está com a cabeça de buscar pela melhor proposta. E sai ganhando quem oferece a melhor proposta”, pontuou.

Assista à conversa na íntegra.

Jornalista com 10 anos de experiência no mercado de TI corporativa dedicados à apuração e produção de reportagens sobre tecnologia, negócios, finanças e carreira, incluindo a cobertura de eventos internacionais. Tem passagens por veículos e empresas de mídia de destaque do segmento, como TI Inside e IT Mídia.