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O mercado brasileiro de venture capital segue bem movimentado. Apenas em outubro, foram investidos US$ 779 milhões, distribuídos em 53 rodadas, segundo dados do Distrito. O volume representa um crescimento de 111% em relação ao mesmo mês de 2020.

Faltando ainda dois meses para terminar o ano, o volume investido em 2021, em torno de US$ 8 bilhões, já é 120% maior do que o total de investimentos do ano passado. De janeiro a outubro, o país soma 614 transações, contra as 559 registradas em todo o ano de 2020.

“É importante ressaltar que o SoftBank continua liderando as principais rodadas de investimento no Brasil e na América Latina”, observou Gustavo Gierun, managing partner do Distrito, em encontro virtual com jornalistas. O gigante japonês participou de 3 das 4 principais rodadas do mês, liderando os investimentos na Pismo (US$ 108 milhões), Pipefy (US$ 45 milhões) e CRM&Bônus (R$ 280 milhões).

Uma série C de R$ 235 milhões injetada na Hash também contribuiu para a grande elevação dos números. A rodada, que aconteceu apenas 6 meses depois da série B, teve como líderes a QED Investors e a Kaszek, com participação do Endeavor Scale-Up Ventures. “O caso da Hash aponta para uma maior velocidade dos rounds. Startups têm recebido novos investimentos mesmo sem ter queimado todo o capital anterior, crescendo em ritmo intenso e com cada vez mais dinheiro à disposição”, disse Gustavo.

As fintechs e retailtechs seguem liderando o mercado, seja em volume de investimento ou em número de deals. Em 2021, startups de serviços financeiros receberam quase US$ 3.200 milhões, em 137 operações. Já as empresas voltadas para o mercado de varejo e consumo movimentaram aproximadamente US$ 1.040 milhões, distribuídos em 62 rodadas. 

Fusões e Aquisições

O mercado de M&As também está aquecido. O setor saltou de 62 transações em 2019 para 165 em 2020. Em 2021, o número já chega a 211, superando a movimentação nos últimos 10 anos. “Deixamos de ser um país que está tentando se encaixar no ecossistema, para um já consolidado nele”, afirma o porta-voz do Distrito.

Neste ano, os setores com mais M&As são o das fintechs (44), martechs (27), retailtechs (25), edtechs (15) e healthtechs (13). Real estate, deeptechs, supply chain, insurtechs e regtechs também integram a lista das áreas mais movimentadas.

Em outubro, as principais transações M&As foram da fintech Olivia, pelo Nubank – que no prospecto do IPO disse ainda estar negociando a operaçao; da Neoway, pela B3; da Squid, pela Locaweb e da Juno, pelo Ebanx. “As aquisições não são um movimento de uma vertical específica. Todo o mercado está olhando para novas tecnologias e soluções”, disse Gustavo. Segundo o Distrito, o venture capital no Brasil está num ritmo de crescimento intenso, à frente do México e próximo do Canadá. A expetativa é que o mercado nacional se iguale a algumas das maiores potências no mundo, como França e Alemanha, muito em breve.

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